Quão lógica pode ser uma decisão de um consumidor? Por que muitas vezes ele opta por um produto mais caro mesmo tendo um produto similar de valor menor?

Quando estudamos o comportamento do consumidor, especialmente pela visão neurocientífica, vemos que algumas decisões tomadas são diretamente influenciadas pela emoção. Ainda que nós – enquanto consumidores – não percebamos, até 95% das nossas decisões de compra são inconscientes, como já apontado por um estudo de Harvard anos atrás, que inclusive indicou uma lista com mais de 300 motivadores emocionais. O cliente precisa se sentir especial e enxergar no produto uma solução para os seus desejos mais íntimos, como: prazer, segurança, bem-estar, aceitação, sucesso profissional e social, ser diferente da maioria e pertencimento. Quando ele faz essa conexão emocional, ele se torna mais propício à compra, a fidelização à marca e também à elevar o ticket médio em suas transações. Os meios de estabelecer uma ligação emocional com o cliente são diversos e podem ir além da comunicação verbal, que mais comumente é utilizada. Dessa forma, listo 7 medidas orientadas pela neurociência do consumo que você pode tomar no seu negócio online para atrair e fidelizar o seu cliente:

1. Psicologia das Cores

Escolha a cor apropriada ao seu público e ao seu nicho para ser associado ao seu produto. A área de psicologia das cores mostra que cada cor ativa um setor cerebral e pode causar um efeito específico. Em 2017 uma pesquisa apontou que Marrs Green, por exemplo, que é uma cor que mistura o azul, verde e o cinza – e suas variações que se aproximam do conhecido como “Azul Tiffany” – é a cor favorita do mundo.

2. Aromas

Saber explorar os sentidos do corpo humano pode ser uma vantagem no varejo. Quem não tem a lembrança de algum aroma na infância que traz uma boa recordação? Essa boa recordação associada ao seu produto pode produzir o sentimento de pertencimento ao mesmo tempo que traz a sensação de ser especial. Enquanto lojas físicas por exemplo aromatizam o ambiente, no online você pode aromatizar a embalagem. Estude a faixa etária do seu público, os hábitos, as crenças e encontre um aroma que se associe a sua personalidade.

3. Imagem

Contextualize por imagens e fotografias o seu produto ao estilo de vida da sua persona. Estude a rotina do seu público-alvo e apresente o seu produto de forma que possa promover a familiaridade e a proximidade. Faça com que o usuário do seu e-commerce consiga se enxergar utilizando o produto, preferencialmente através de um cenário de conexão emocional, tendo como base o neuromarketing.

4. Linguagem

Utilize sempre uma linguagem próxima à utilizada pelo seu público. Defina um tom de voz para redes sociais, campanhas e até mesmo atendimento que lhe pareça familiar. Estude o seu cliente e com isso utilize a linguagem para promover a sensação de pertencimento e causar um impacto emocional.

5. Design de embalagem

Uma boa embalagem pode fazer com que o seu consumidor se sinta especial ao receber o pedido. Use-a também para se comunicar. Tenha criatividade e produza caixas ou fitas adesivas com mensagens com as quais o seu público possa se identificar, demonstre carinho e cuidado, que pode ser através da embalagem do próprio produto ou do embalo da mercadoria para envio.

6. Senso de urgência

Faça promoções relâmpagos ofertando um produto com um desconto especial. O tempo limitado e a colocação do produto como um item imperdível aumentam a conversão do mesmo pois impacta emocionalmente o consumidor, limitando o seu tempo de usar o lado racional nessa decisão.

7. Precificação

Precifique seus produtos de acordo com o seu público. Produtos com valores muito abaixo do mercado podem ser vistos como desvalorizados, além de não permitir um markup justo que permitirá tornar viável toda a operação. Produtos com valores um pouco mais altos, de qualidade e alinhados com um bom posicionamento, tornam seu produto um objeto de desejo. Existem inúmeras formas de explorar a neurociência do consumo tanto no varejo online quanto offline e o grande segredo é conhecer bem o próprio público, saber avaliar as necessidades humanas e planejar o posicionamento da marca de forma alinhada. Além do neuromarketing, a netnografia e os novos estudos de big data podem ajudá-lo a conhecer melhor seu interlocutor. Fonte: e-commerce Brasil