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Preço por inbox é crime! Você sabia?

Desde o surgimento do Código de Defesa do Consumidor (CDC) nos anos 90, as regras de consumo foram alteradas trazendo mais direitos aos consumidores e regras mais claras para os empresários/as.

Ainda assim, é possível observar empresas adotando práticas que estão em desacordo com as regras do CDC e sendo punidas por tal comportamento. Essa situação é, particularmente, real no caso das empresas de vendas virtuais.

Isso porque muitos empresários do mercado online se esquecem que devem seguir as mesmas regras do CDC, já que o código do consumidor é um só e independe de se a venda está sendo realizada de forma física ou virtual.

Uma dessas práticas comuns é ocultar o preço do produto divulgado em redes sociais e obrigar o consumidor a entrar em contato via mensagem privada, o chamado inbox.

O que é o preço via inbox?

Como descrito anteriormente, é muito comum que as empresas que realizam vendas via redes sociais ocultem o preço e demais informações dos produtos nesses canais de venda.

Porém essa prática é proibida por lei, conforme pontuam os art. 6º, III e 66 do CDC.

O artigo 6º, III diz que são direitos básicos do consumidor “a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem como sobre os riscos que apresentem”.

Deixando bem claro às empresas que o apontamento do preço deve ser realizado para estar em conformidade com a lei. E isso inclui colocar o preço no post em que o produto é anunciado.

Lembre-se um post nada mais é do que um anúncio comercial, devendo então seguir às mesmas regras estabelecidas pelo CDC para todas as demais lojas.

O art. 66º reitera esse entendimento, classificando a ocultação das informações e do preço como uma infração penal, composta por sanção de multa e detenção:

“Art. 66. Fazer afirmação falsa ou enganosa, ou omitir informação relevante sobre a natureza, característica, qualidade, quantidade, segurança, desempenho, durabilidade, preço ou garantia de produtos ou serviços:       

Pena – Detenção de três meses a um ano e multa.

  • 1º Incorrerá nas mesmas penas quem patrocinar a oferta.”

Outro ponto de atenção trazido pelo CDC é que quem patrocina a oferta também incorre no crime. Portanto, se, por exemplo, uma vendedora externa da sua marca pega este post realizado da página oficial da marca e faz uma ação de propaganda ou mesmo patrocina o post para conseguir mais vendas, essa vendedora também pode ser enquadrada no crime.

O mesmo acontece nas situações em que os produtos são disponibilizados em marketplaces e essas informações não são preenchidas e mesmo assim o produto vai a venda, como é o caso do Marketplace do Facebook ou do Google.

Que informações eu devo disponibilizar para não praticar o crime?

O CDC é bastante claro ao apontar que são direitos do consumidor saber todas as informações sobre o produto que ele vai comprar. É tão claro, que as regras para o comércio virtual são até mais rígidas – se analisar a questão do maior tempo de troca e devolução dos produtos que não é obrigatória para comércio físico, mas é para comércio virtual.

Portanto, é obrigação da sua empresa trazer todas as informações necessárias para que o consumidor possa realizar uma compra consciente e informação, entre tais informações estão o preço do produto, dimensões da peça, qual o tempo de garantia, o desempenho e durabilidade esperada e demais características.

Conclusão

Para evitar dores de cabeça e realizar vendas de acordo com a lei, é importante que a sua empresa não adote padrões diferentes de atendimento em um ou outro canal de venda, até porque as regras exigidas pelo CDC são as mesmas.

Portanto, seja claro e transparente com os seus consumidores em todos e qualquer canal de venda oferecido. E para garantir a integridade dos dados e centralizar os pedidos, não se esqueça de utilizar um sistema de gestão ERP na sua operação.

 

Por Gustavo de Andrade Silva – Alternativa Sistemas e colaboração de Larissa Lotufo (PG Advogados)

Gustavo é gerente de marketing na Alternativa Sistemas, empresa de ERP e soluções em Gestão Empresarial. MBA em Marketing pela USP. Doutorando e mestre em Ergonomia pela Unesp. Graduado em Ciência da Computação pela Unesp com graduação sanduíche no New York Institute of Technology e Endicott College, ambos nos Estados Unidos. Conta com experiências de trabalho em computação, design e marketing. Trabalhou em empresas no Brasil, Estados Unidos e Alemanha. Apaixonado por livros e tecnologia, busca aprimorar-se constantemente e estar atento às mudanças de mercado, visando a aplicabilidade do conhecimento adquirido.

Fonte: Abcom

marketplaces

Amazon, Magalu, Mercado Livre e mais empresas com descontos de até 80% no Dia do Consumidor

As ofertas variam de descontos nos preços ao pagamento parcelado em até 30x sem juros

O Dia do Consumidor é comemorado em 15 de março e as varejistas premiam os consumidores oferecendo descontos ou benefícios para compra de produtos. Com promoções que têm descontos de até 80%, a semana promete ser agitada para o comércio eletrônico nacional. Confira, a seguir, a seleção da EXAME das melhores ofertas do Dia do Consumidor, que devem se estender por toda a semana.

Amazon

A Amazon já realiza, desde a semana passada, uma série de promoções de produtos que podem ter descontos de até 70% no preço dos itens.

Serão mais de 30 categorias de produtos, entre dispositivos eletrônicos, livros e e-books, artigos de escritórios, bens de consumo, eletrodomésticos e ferramentas. Itens de marcas como Havaianas, Tramontina, Nespresso, 3M, Wap e Stabilo também estão em promoção no site e aplicativo da Amazon. As ofertas são válidas até o dia 15 de março e os descontos vão de 15% a 70%.

Além disso, dispositivos da Amazon podem ter desconto de R$200, como as caixas de som inteligentes Echo (equipadas com a assistente Alexa), e o Fire TV Stick Lite, rival do Chromecast.

Americanas

Até 17 de março, a Americanas.com preparou para a Semana do Consumidor descontos até 80% no app, site e, também, nas mais de 1.700 lojas Americanas em todo o Brasil — apesar das restrições de circulação e aglomerações contra a covid-19. Entre os artigos em promoção, a Smart TV 4K UN7310PSC de 60 polegadas, da LG, e o tablet Android Samsung Galaxy Tab A de 8 polegadas, da Samsung.

O Boticário

O Boticário tem descontos de até 40% em produtos de beleza, perfumes e maquiagens na Semana do Consumidor. O período promocional começou no Dia Internacional da Mulher, 8 de março, e vai até 15 de março (Dia do Consumidor). As promoções estão tanto no site quanto nas lojas físicas da empresa.

Magalu

O Magazine Luiza tem descontos de até 70% no seu site e app. A promoção vale para diversas categorias, como artigos para casa, eletrônicos e livros. No aplicativo, o frete é grátis para compras a partir de 99 reais.

Mercado Livre

Até 21 de março deste ano, o Mercado Livre vai oferecer descontos de até 70% nas categorias moda, smartphones e eletrônicos. As compras feitas na área de supermercado da empresa também terá desconto. Na compra de 10 itens, o desconto é de 10%. Na compra de 15 itens ou mais, o desconto será de 15%. No período promocional, o frete grátis vale para compras de, no mínimo, 79 reais.

Ponto Frio e Casas Cahia

As lojas da Via Varejo permitem o parcelamento de compras em até 30x sem juros nos cartões do Ponto Frio e das Casas Bahia.

Fonte: Exame

tinder

Tinder terá opção para investigar se usuário já foi acusado de assédio sexual

O plano é coibir a prática de violência sexual entre usuários do aplicativo de relacionamento

A investigação será feita a partir de um serviço prestado pela Garbo, organização sem fins lucrativos que “faz a coleta de registros públicos e relatórios envolvendo violência ou abuso, incluindo prisões, condenações, ordens de restrição, assédio e outros crimes violentos”, segundo esta postagem.

O plano do Match Group, que realizou um investimento de valor não revelado na Garbo, é simples: tornar o ambiente digital (e o real) mais seguro para os usuários de aplicativos de relacionamento.

Apesar de a Garbo ter acesso a uma base de dados que envolve um número muito maior de usuários com antecedentes criminais, a organização não irá divulgar detalhes de pessoas acusadas de crimes menores e que não estão relacionados com assédio ou abuso sexual, como posse de drogas.

A Match ainda não deu muitos detalhes de como o serviço vai funcionar nem de quando ele será ativado. Sabe-se que a pesquisa poderá ser feita utilizando apenas o nome completo ou com a combinação do primeiro nome e do número de telefone. Não está claro se o recurso será disponibilizado para todos os usuários ou apenas aqueles com planos pagos do Tinder.

Além do Tinder, outras marcas da empresa, como os aplicativos OkCupidHinge  Match, também deverão contar com recurso. Por se tratar da coleta de dados públicos, é possível que o recurso não esteja disponível em todos os países, apenas naqueles nos quais essas informações poderão ser coletadas legalmente pela Garbo ou por outra empresa parceira do Tinder.

Fonte: Exame

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E-commerce têm alta de 45,17% em janeiro, revela índice MCC-ENET

O e-commerce no Brasil registrou crescimento de 45,17% em janeiro de 2021, frente ao mesmo mês do ano anterior. Usando a mesma base de comparação, o faturamento do setor teve alta de 61,82%. Os dados são do índice MCC-ENET, desenvolvido pela Neotrust | Movimento Compre & Confie, em parceria com o Comitê de Métricas da Câmara Brasileira da Economia Digital (camara-e.net).

“O mês de janeiro costuma ser de fortes vendas no e-commerce brasileiro devido às ofertas de saldão dos grandes varejistas e retorno às aulas. A pequena retração observada entre dezembro/20 e janeiro/21 justifica-se pelas vendas de Natal no último mês do ano, considerada uma das melhores datas para o comércio eletrônico”, afirma Felipe Brandão, secretário executivo da camara-e.net. “Nos próximos meses, a tendência será de alta nas vendas, uma vez que as vendas online tornaram-se um hábito dos consumidores brasileiros.”

Vendas online

Apesar das vendas pela internet continuarem em expansão, ao comparar os meses de janeiro de 2021, com dezembro de 2020, a variação foi negativa (-3,88%). Por sua vez, ao observar a evolução do acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento foi de 68,15%, segundo o indíce.

Ao observar os dados regionais, na comparação entre janeiro de 2021 com o mesmo período de 2020, a métrica de vendas online ficou da seguinte forma: Nordeste (72,76%), Norte (52,39%), Sul (50,15%), Centro-Oeste (49,51%) e Sudeste (38,45%).

Os dados do acumulado dos últimos 12 meses foram: Nordeste (97,35%), Norte (82,85%), Centro-Oeste (74,67%), Sul (69,27%) e Sudeste (62,07%).

Faturamento do e-commerce

De acordo com o levantamento, na comparação de janeiro de 2021 com dezembro de 2020, teve crescimento de 5,84%. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta foi de 87,65%.

A composição por região ficou da seguinte forma: Nordeste (90,59%), Norte (74,90%), Centro-Oeste (72,69%), Sul (64,52%) e Sudeste (52,88%). E no acumulado dos últimos 12 meses, por sua vez, os resultados foram: Nordeste (122,36%), Norte (111,49%), Centro-Oeste (99,25%), Sul (83,73%) e Sudeste (78,94%).

Participação do e-commerce no comércio varejista

Em dezembro de 2020, o comércio eletrônico representou 7,8% do comércio varejista restrito (exceto veículos, peças e materiais de construção). No acumulado dos últimos 12 meses, nota-se que a participação do e-commerce no comércio varejista corresponde a 9,6%. Vale destacar que esse indicador foi feito a partir da última Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, divulgado no dia 10 de fevereiro.

Categorias

De acordo com o levantamento, em dezembro de 2020, a composição de compras realizadas pela internet, por segmento, ficou da seguinte forma: equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (41,9%); móveis e eletrodomésticos (26,2%); e tecidos, vestuário e calçados (11,5%). Na sequência, artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,5%), outros artigos de usos pessoal e doméstico (7,1%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,4%); e, por último, livros, jornais, revistas e papelaria (2,4%). Esse indicador também utiliza a Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE como base.

Consumidores online

Outra métrica avaliada pelo MCC-ENET revela que, no trimestre de outubro a dezembro de 2020, 18,4% dos internautas brasileiros realizaram ao menos uma compra online. Observa-se uma alta de 0,5 p.p em relação ao trimestre anterior (17,9%). Já na comparação com o mesmo período em 2019 (13,7%), houve crescimento de 4,7 p.p.

Metodologia do MCC-ENET

Os índices mensais vêm da comparação dos dados do último mês vigente em relação ao período base (média de 2017). Para compor o índice, o Neotrust | Compre & Confie coleta 100% de todas as vendas reais de grande parte do mercado de e-commerce brasileiro, utilizando adicionalmente processos estatísticos para composição das informações do mercado total do comércio eletrônico brasileiro. Também são utilizadas informações dos indicadores econômicos nacionais do IBGE, IPEA e FGV.

Não estão contabilizados no MCC-ENET dados dos sites MercadoLivre, OLX e Webmotors, além do setor de viagens e turismo, anúncios e aplicativos de transportes e alimentação, pois ainda não são monitorados pela Neotrust | Movimento Compre & Confie.

Clique aqui para acessar o estudo completo: https://www.mccenet.com.br/

Fonte: e-commerce Brasil

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E-commerce de nicho: confira as vantagens para o seu negócio

Os números positivos do e-commerce em 2020 e as perspectivas promissoras para 2021 estimulam a adesão das empresas ao segmento.

Para se ter uma ideia do que está acontecendo nesta área, de acordo com os dados da ABComm, foram registradas de abril a setembro do ano passado mais de 150 mil novas lojas; e 11,5 milhões de pessoas fizeram sua primeira compra online.

Importante registrar que, além de novas operações, temos visto também aumento nos investimentos de quem já dispunha de uma plataforma de vendas via internet.

Isso tem acontecido, basicamente, em função da necessidade de diversificar os canais de vendas (colocando em prática o omnichannel) e, claro, da exigência de aprimoramento nos sistemas de vendas via internet.

Não se trata mais de “complemento”

Se até pouco tempo o e-commerce era visto como um “complemento”, hoje a história difere. As empresas viram o faturamento crescer e perceberam a necessidade de integrar as operações, explorar melhor as possibilidades de cada ponto de interação com o público.

Apesar do cenário positivo, é importante analisar bem as possibilidades na área, até para que seja possível ter um negócio que se destaque da concorrência, conquiste o seu espaço na mente e no bolso do consumidor.

Neste sentido, um dos aspectos que devem ser considerados são as oportunidades para os e-commerces de nicho.

Por que investir num e-commerce de nicho

Uma das principais vantagens é justamente a baixa concorrência, uma vez que a loja atenderá um público específico e que geralmente não tem tantas opções disponíveis.

Por outro lado, o cuidado deve ser redobrado na hora de posicionar a marca: é essencial conhecer bem as demandas do cliente e do grupo ao qual ele pertence.

Mais do que em qualquer outra área, a proposta é que a marca seja vista como uma autoridade no segmento. Para construir este tipo de percepção, contudo, é preciso integrar-se aquela “comunidade”, participar dela, ser reconhecida pelo grupo.

Comunicação mais assertiva

Quando se pensa nas vantagens do e-commerce de nicho, um dos pontos que se destacam é a possibilidade de fazer uma comunicação mais assertiva, o que aumenta a taxa de conversão do negócio.

Este resultado não acontece por acaso, é resultado justamente desse entendimento mais acurado sobre os anseios daquele público.

E como a empresa vai trabalhar com um target menor, mais segmentado, tem como otimizar melhor seus investimentos em mídia, porque pode reduzir o número de canais que serão empregados.

Atenção: apesar dessa vantagem em relação aos investimentos, lembre-se de que é importante dedicar-se ao conteúdo das mensagens. Como dissemos acima, a marca “nichada” deve ter autoridade no segmento, portanto, será mais cobrada se cometer algum deslize.

Considerando que a empresa conseguiu ter uma oferta de produtos diferenciada, a comunicação, por ser de nicho, pode e deve ser personalizada.

As ferramentas de automação têm evoluído muito, então, não há entrave do ponto de vista operacional para se realizar essas ações. Mais uma vez, o principal é a estratégia.

Quais canais este público prefere? Como ele gosta de ser tratado? Quais comunidades ele frequenta? Qual a frequência do envio de mensagens é mais adequada para aquele grupo? Enfim, é crucial investir algum tempo na validação dessas informações.

Marcas mais próximas dos clientes

Proximidade e personalização são hoje questões fundamentais para o varejo, mas, no caso de um e-commerce de nicho, é impossível renunciar a um bom trabalho nessas frentes.

Primeiro, porque quanto mais próximo do cliente, mais chances a empresa tem de entender suas necessidades e, claro, atendê-las da melhor forma possível, como se espera de uma loja segmentada.

Veja que, neste caso, o conhecimento inclusive é prioritário para que a equipe consiga selecionar os produtos mais adequados, de preferência, exclusivos.

Este é um ponto-chave do e-commerce de nicho: como a empresa trabalha com um público menor, deve conseguir atuar com um ticket médio mais elevado para ter uma rentabilidade adequada. O consumidor geralmente adere à essa ideia, desde que encontre na loja produtos diferenciados e que não serão encontrados em outros locais, principalmente nas lojas genéricas.

Se a loja tem como foco a venda de produtos para o segmento geek, por exemplo, espera-se que ela tenha um catálogo de produtos diferenciado, com itens exclusivos. Não faz muito sentido que ela não consiga se antecipar às tendências.

Este é o caso da Piticas. O seu foco é o público jovem e tema produção verticalizada, atuando com artigos relacionados aos quadrinhos, filmes e séries. Produz de 17 a 19 mil camisetas por dia, com mais de 500 funcionários e mais de 300 lojas franqueadas espalhadas pelo país.

Abordagem personalizada

Outro ponto extremamente relevante para o e-commerce de nicho é a customização do layout. Mais do que em outros segmentos, o público de uma loja especializada deve se sentir muito à vontade no ambiente.

E, pensando na realidade atual do e-commerce, isso significa que o cliente deve ter a mesma percepções sobre a marca, esteja ele na loja física, no site, nas redes sociais, num marketplace ou num app para fazer a compra via WhatsApp.

Neste contexto, é importante considerar o papel dos vendedores. Numa loja nichada, é essencial que essa pessoa da linha de frente realmente se identifique com aquele grupo e seja capaz de orientar o cliente na hora da compra.

E isso vai acontecer na loja física e nas plataformas digitais. O uso do WhatsApp, por exemplo, ajuda bastante neste sentido, uma vez que a comunicação é interpessoal e vai acontecer nos termos daquele ambiente.

Para a loja, a vantagem é que apesar do ambiente informal, é possível criar um fluxo padrão para iniciar a conversa e ainda ter tudo devidamente registrado, o que permite o ganho em escala.

O que temos percebido é que o e-commerce tem conseguido abrir inúmeras possibilidades para os novos negócios. A tecnologia está disponível e as condições do mercado são favoráveis.

O que vai determinar o sucesso é essa orientação mais profissional para o negócio. Não importa o tamanho do e-commerce, o amadorismo não tem mais espaço no ambiente corporativo.

Fonte: e-commerce Brasil

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Os brasileiros e o esporte: como as pessoas estão se exercitando e consumindo conteúdo esportivo no país?

A pandemia e o distanciamento social transformaram as salas de estar do mundo todo em arenas e estádios. Diretamente do sofá, as pessoas acompanharam partidas, reviram os melhores momentos de seus ídolos e muitas vezes se sentiram mais próximas deles. A COVID-19 mudou os hábitos e o consumo de todos. No mundo dos esportes não foi diferente.

Agora, com novas tendências consolidadas, como as pessoas estão vendo esportes ou fazendo exercício? A pesquisa “Google Sports Study: os brasileiros e o esporte” reuniu dados e insights elencando 4 tendências macro dentro do tema. Acompanhe.

1. Novas atividades que representam novas oportunidades

Sim, o futebol continua sendo a paixão nacional. Ele surge como esporte preferido de 70% dos brasileiros1. Mas, com mais acesso a conteúdo, as pessoas passaram a acompanhar outras práticas esportivas, como o basquete, a terceira modalidade mais acompanhada na mídia, que também cresce 13pp na preferência dos brasileiros2.

Outro dado curioso é que, mesmo em tempos de pandemia, o brasileiro está mais plural na hora de se exercitar. Caminhada, futebol, corrida, musculação e ciclismo são algumas das atividades preferidas.

Os brasileiros e o esporte: como as pessoas estão se exercitando e consumindo conteúdo esportivo no país?

Para além da TV, as pessoas estão acompanhando cada vez mais esportes no YouTube: os usuários de Youtube são mais interessados em esportes que a média. No caso do basquete, por exemplo, esse interesse é 42% acima da média3. Não à toa, LeBron James teve praticamente o mesmo volume de buscas que Gabigol nos últimos meses no Brasil, enquanto as buscas pela modalidade cresceram 89% no país4.

Os brasileiros e o esporte: como as pessoas estão se exercitando e consumindo conteúdo esportivo no país?

Quanto mais consumidores entram no universo dos esportes, mais as marcas ganham uma oportunidade de conectar pessoas ao universo das modalidades esportivas — e também dos seus ídolos. Se a TV foi fundamental para vender o estilo de esportistas como Michael Jordan nos anos 1980, hoje a internet nos aproxima ainda mais desses ídolos.

A moda, por exemplo, é um segmento que vem sendo influenciado nesse processo. Estilo, conforto e tecnologia dos materiais esportivos são elementos levados para o dia a dia e se tornam tendências, construindo um novo estilo: o athleisure.

Os brasileiros e o esporte: como as pessoas estão se exercitando e consumindo conteúdo esportivo no país?

2. Esporte e bem-estar

Durante a pandemia, mais do que perder alguns quilos ou correr atrás da barriga sarada, o “estar bem” se tornou fator de máxima importância na vida das pessoas. Por isso também houve um crescente interesse por outras atividades físicas, como a yoga, por exemplo.

Os brasileiros e o esporte: como as pessoas estão se exercitando e consumindo conteúdo esportivo no país?

Mesmo buscando nos esportes formas de se manter saudável e relaxar, a rotina esportiva só é uma constante para 19% dos brasileiros5. É nesse cenário que 2 em cada 3 brasileiros dizem estar insatisfeitos com sua prática de exercício atual6. Como melhorar? Com a alta procura por exercício físico em casa, as marcas procuram se adaptar, oferecendo serviços e equipamentos multifuncionais e compactos que atendam essa nova necessidade.

Os brasileiros e o esporte: como as pessoas estão se exercitando e consumindo conteúdo esportivo no país?

A maioria dos brasileiros que se exercitam em casa fazem isso sozinhos, sem auxílio de um treinador. É nesse contexto que os vídeos de profissionais no YouTube fazem o papel de orientar essa turma.

Os brasileiros e o esporte: como as pessoas estão se exercitando e consumindo conteúdo esportivo no país?

Indo além da academia em casa, com a flexibilização, muita gente foi para a rua justamente para se exercitar. E na vida outdoor, surf e skate têm se destacado nos últimos anos.

Os brasileiros e o esporte: como as pessoas estão se exercitando e consumindo conteúdo esportivo no país?-7

3. Futebol além do campo

Apesar das novas modalidades esportivas que geram interesse nos brasileiros, ou mesmo da onda de wellness em torno dos exercícios, o futebol continua soberano quando o assunto é o esporte mais consumido no Brasil. Modalidade altamente afetada durante o período mais crítico da pandemia, o futebol retoma com a força de antes e os fãs do esporte vão além de acompanhar as partidas.

Os brasileiros e o esporte: como as pessoas estão se exercitando e consumindo conteúdo esportivo no país?

A interação vai além dos 90 minutos da partida: as pessoas têm buscado conteúdo cada vez mais variado relacionado ao futebol. Cruzando as buscas no Google por futebol com os horários de jogos ao vivo, percebemos que 45% das buscas acontecem durante os jogos e 40% da procura depois que ele termina7. Ou seja: a interação continua, principalmente com os torcedores buscando por análises e melhores momentos. Não à toa, em 2020 os jogadores foram o foco de interesse, com um aumento de 11 pontos percentuais no share das buscas por futebol8.

Os brasileiros e o esporte: como as pessoas estão se exercitando e consumindo conteúdo esportivo no país?

4. Sportainment

Seja o futebol, sejam outras modalidades, 50% dos brasileiros dizem ter alto interesse em acompanhar conteúdo esportivo.9 A TV já foi o principal canal para se manter informado sobre o tema. Mas, com um consumo de conteúdo menos concentrado em um só veículo, as plataformas online têm se tornado cada vez mais relevantes se comparadas aos meios tradicionais.

Essa tendência de consumo pulverizado de conteúdo favorece diretamente o sportainment, união entre esporte e entretenimento, criando um novo meio de campo para o marketing esportivo.

Os usuários de YouTube, por exemplo, acompanham mais esportes que a média dos brasileiros, assim como também são mais praticantes de esportes que a média nacional. O consumo de conteúdo esportivo na plataforma sem um primetime determinado ganha um caráter mais descompromissado, dando lugar aos conteúdos nostálgicos, divertidos, curiosos, além, é claro, dos conteúdos ao vivo. É na plataforma que os brasileiros encontram sua dose diária de entretenimento, assistindo a vídeos de esporte para relaxar.

Os brasileiros e o esporte: como as pessoas estão se exercitando e consumindo conteúdo esportivo no país?

O conteúdo nativo do YouTube, feito de “de fã para fã”, tem estabelecido uma conexão real com os espectadores. A aposta no sportainment, mais especificamente, dá lugar a muitas formas de se consumir conteúdo — aproximando consumidores de seus esportes e ídolos.

Como as marcas podem jogar esse jogo?

O ecossistema da produção e do consumo de conteúdo sobre esportes está mudando, e existem diferentes formas de as marcas interagirem com os consumidores. Pense em alguém que decidiu correr na rua. Que tênis comprar? Qual a melhor roupa para o treino? Por onde começar a corrida?

Os brasileiros e o esporte: como as pessoas estão se exercitando e consumindo conteúdo esportivo no país?

De uma busca no Google Shopping para a comparação de preços a vídeos tutoriais de corrida no YouTube, as pessoas estão em busca de respostas sob medida. E como os esportes também são um reflexo do momento em que vivemos, vale lembrar da necessidade de humanizar as relações e agir de acordo com o contexto: com histórias relevantes e que inspirem, principalmente em uma jornada de compra que não é nem um pouco linear. Nessa esteira, as plataformas Google estão no centro dessa mudança e procuram facilitar essa conexão.

Fonte: Think with Google

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ZMOT – Conheça a Chave para Influenciar o Consumidor

O que você diria se eu te contasse que está perdendo grandes oportunidades ao não investir no ZMOT?

Talvez você sequer saiba o que é isso, mas não se preocupe porque vou te contar em detalhes!

O ZMOT (Zero Moment of Truth), ou Momento Zero da Verdade, é um conceito que tem o objetivo de entender como os consumidores tomam sua decisão de compra e quais fatores podem influenciá-los nessa trajetória.

Isso quer dizer que o ZMOT é a oportunidade perfeita para que a sua marca entre em ação, se fazendo presente e convencendo o cliente de que ele deve escolher você!

Esse momento da verdade foi uma descoberta feita pelo Google em parceria com a Shopper Science. Após estudar mais de 5000 empresas, eles chegaram a 4 pilares de influência que estruturam o ZMOT.

Como sabemos da importância desse momento, vamos te mostrar em detalhes cada um deles.

 

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4 Pilares do ZMOT

Ao tomar uma decisão, seja qual for, as pessoas podem ser influenciadas por inúmeros fatores externos, como opiniões ou preços, quando falamos de produtos.

Graças ao estudo que mencionamos acima, foi possível organizar os principais fatores de influência sobre o consumidor em 4 pilares chave que permitem às empresas darem aquele empurrãozinho no cliente e convencê-lo a comprar.

Esses pilares se unem a estratégias do Marketing Digital abrindo fronteiras promissoras para as empresas.

Os pilares são:

  1. Ranqueamento
  2. Avaliações
  3. Listas Comparativas
  4. Promoções e Cupons

Ranqueamento

Estar presente em boas classificações nos ranqueamentos de busca online é essencial para que seu cliente consiga chegar até você.

Entretanto, alguns dados podem deixar mais claro até que ponto vai essa importância.

Um estudo realizado pela Advanced Web Ranking descobriu que o 1º link orgânico ranqueado no google tem um percentual de cliques de 33%. Já o 2º colocado atinge cerca de 15% das interações.

Esses valores vão diminuindo drasticamente até chegarem a uma porcentagem irrelevante, como é o caso do 15º link, que consegue apenas 0,04% dos cliques.

E uma vez que o Google é responsável por 90% de todas as pesquisas online, ser bem ranqueado – em especial nessa plataforma – é extremamente importante.

Para isso, foque seus esforços em estratégias de SEO. Elas podem te ajudar a melhorar o ranqueamento e os cliques.

Avaliações

Você confia em tudo o que vê na internet? Provavelmente não, e nem deveria.

O mesmo acontece quando pensamos em consumir online. Os clientes não costumam confiar de primeira nas empresas e acabam por buscar avaliações positivas para se sentirem seguros ao realizar uma compra.

Segundo a Bright Local, 95% dos jovens entre 18 e 34 anos afirmam pesquisar por comentários positivos e 57% deles só efetuam uma compra caso as avaliações sejam entre 4 e 5 estrelas.

Isso significa que criar uma boa reputação online pode ser a diferença para as suas conversões!

Listas Comparativas

É comum que fiquemos indecisos entre produtos semelhantes quando estamos comprando. Por isso as tabelas e listas comparativas são tão importantes.

Ao fornecer as informações sobre os produtos de forma fácil e dinâmica, você não só vai melhorar a User Experience (UX) do seu site como também vai contribuir para que o consumidor avance na jornada de compra.

As listas comparativas podem ser simples, o essencial é mostrar para o cliente que você entende a dúvida dele e está disposto a ajudá-lo nessa decisão.

Além do mais, essa é uma maneira excelente de influenciá-lo e também fixar a sua marca na mente do cliente através das heurísticas.

Promoções e Cupons

A busca por promoções na internet costuma consumir cerca de 2 horas semanais da vida de um cliente comum. Isso porque 85% deles tendem a procurar por descontos para lojas online e físicas.

Esses dados, fornecidos pela Acess Development, apenas confirmam algo que já sabíamos: o preço é um fator de decisão importantíssimo.

Mas olhe para isso como uma oportunidade de gerar mais conversões!

Se seus clientes buscam por cupons, descontos e promoções, ofereça isso a eles. Essa é uma forma muito fácil e produtiva de convertê-los durante o ZMOT.

Conclusão

O Momento Zero da Verdade é uma grande oportunidade que podemos usar para conhecer o consumidor e a forma como ele toma suas decisões.

Quanto mais informações tiver sobre isso, mais fácil será entender a importância dos 4 pilares.

Essa é uma forma extremamente proveitosa de influenciá-los a escolherem você.

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