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Internet das Coisas: possibilidades para o Marketing Digital

A Internet das Coisas, também conhecida como Internet of Thing (IoT), em inglês, é um conceito relativamente novo, que remete à revolução tecnológica, com o avanço da própria internet e dos dispositivos móveis de conexão. 

Sendo assim, o termo refere-se a rede conectada, mas não somente aos acessórios habituais como tablets e smartphones, mas sim a todo e qualquer equipamento que atua como servidor.

De modo simples, a Internet das Coisas pode ser definida como a comunicação entre os objetos físicos que permanecem conectados e a sua interação com o usuário, por meio de sensores inteligentes e softwares de transmissão de dados em redes. 

Dessa forma, é possível pensar na Internet das Coisas como um grande sistema nervoso, que realiza a troca de informações.

Já imaginou como um sistema de despoeiramento totalmente integrado e conectado com a internet pode otimizar sua rotina?

Isso porque esse equipamento envia dados sobre a quantidade de poeira em um determinado local, diretamente para o seu celular. Esse é um exemplo simples da aplicação da Internet das Coisas.

Mais ainda, considere as geladeiras inteligentes, que te avisam se algo está faltando na sua lista de compras, o total de consumo de energia e permite que você controle a temperatura do equipamento por meio do smartphone.

São muitas as possibilidades de inovação tecnológica da IoT, principalmente em relação ao sentido de interação homem x máquina.

Por esse motivo, a Internet das Coisas é considerada um dos últimos e mais avançados estágios de integração online. 

Como era de se esperar, o marketing digital não pode ficar de fora.

Nesse contexto, é notável como as empresas e setores comerciais se beneficiam da IoT.

Isso ocorre não somente para a divulgação de um produto serviço ou marca, mas para acompanhar as novas maneiras de relacionamento humano; já que atualmente elas são atravessadas pelos dispositivos móveis e pelo ambiente virtual.

Para se ter uma ideia, quase 30% das empresas já fazem uso do feedback de dados obtidos com a Internet das Coisas em campanhas de marketing digital. 

Nesse cenário, uma das principais vantagens está no alcance significativo do ROI (Retorno sobre Investimento).

Isso ocorre porque as informações coletadas permitem criar um perfil inteligente dos potenciais clientes, o que auxilia no desenvolvimento de estratégias ainda mais assertivas e objetivas.

Diante disso, conheça agora as possibilidades que a Internet das Coisas traz para o marketing digital e as diversas formas de aproveitá-las.

Big Data

Como mencionamos anteriormente, a Internet das Coisas é uma fonte extraordinária de dados no qual é possível obter informações relevantes a respeito dos usuários e dos potenciais clientes. 

Além disso, os dispositivos que estão conectados à rede de internet estão o tempo todo emitindo, recebendo, trocando e cruzando dados, sendo possível ter informações mais precisas a cada dia.

Com isso, ao desenvolver uma estratégia de marketing digital para a venda de equipamentos para academia, por exemplo, é possível conhecer quem são os usuários que mais buscam por esses produtos.

Do mesmo modo, ainda é possível identificar onde esses clientes estão localizados, quais conteúdos consomem, bem como demais informações que regem as maneiras de apresentar a mercadoria no ambiente online.

No entanto, é preciso lidar com o problema da grande quantidade de dados gerada por esses dispositivos. Ou seja, as empresas devem descobrir formas de armazenar, rastrear e analisar o uso das informações, por meio da chamada “análise de Big Data”. 

Nesse contexto, a Internet das Coisas também pode ajudar, pois ela facilita a organização de informações, acelerando o processo de armazenamento de dados.

Experiência do usuário

Devido à grande quantidade de dados disponíveis, é possível criar um conteúdo altamente personalizado e melhorar a experiência do usuário. 

Desse modo, é possível identificar os problemas dos potenciais clientes e oferecer soluções rápidas e eficientes. Imagine que um usuário está procurando como realizar a instalação de painel solar.

Por meio da Internet das Coisas, a empresa pode oferecer um software integrado à rede de energia elétrica para demonstrar se o procedimento foi bem executado ou se é preciso realizar a manutenção dos painéis.

Além disso, mais do que oferecer uma instalação completa, a empresa também pode armazenar o dado do cliente e oferecer novas soluções, como uma instalação elétrica externa, para diminuir ainda mais o consumo energético das concessionárias.

A interação entre a empresa e o usuário será muito mais próxima com a Internet das Coisas e, como consequência, a satisfação dos clientes será imediata. 

Isso quer dizer que os feedbacks e os problemas reportados pelos clientes terão um impacto rápido na linha de produção, demonstrando se alguns aspectos agradam ou desagradam os usuários. 

Desse modo, é possível definir as especificações do produto e/ou serviço, de acordo com a experiência do cliente.

Ofertas exclusivas

Além disso, a conexão com dispositivos móveis e equipamentos poderá oferecer possibilidades na divulgação de propagandas, especialmente de produtos serviços que são indispensáveis para os usuários.

Nesse cenário, é possível que com o avanço e a constante aplicação da IoT itens como as já mencionadas geladeiras inteligentes, que anunciam o item que está faltando, traga também ofertas exclusivas para os clientes sobre esses alimentos.

Do mesmo modo, seria possível que, em uma situação em que a caixa de entrada de energia precisa de manutenção, as instalações inteligentes poderiam avisar o usuário sobre:

  • Qual o melhor serviço a ser feito;
  • Quando realizar a manutenção;
  • Situação em que as peças se encontram;
  • Qual o cômodo exige maior atenção;
  • Ofertas de peças para a manutenção dos equipamentos.

Envio de problemas diretamente para a empresa

A Internet das Coisas permite a transmissão de dados diretamente para a empresa. 

Assim, suponha que um equipamento, como uma lava louça de bancada inteligente apresentou defeito de fabricação. Ao invés do cliente entrar em contato, o próprio equipamento envia informações para o fabricante, requerendo a troca ou manutenção.

A vantagem está na facilidade e na comodidade para os clientes, que não têm dor de cabeça ao comprar um item defeituoso. 

A certeza da troca ou reparo também é garantida, uma vez que o equipamento irá armazenar todos os dados referentes ao defeito. 

O mesmo vale para a garantia de um serviço, como de limpeza de ar condicionado de janela, por exemplo.

Preocupação com o meio ambiente

A sustentabilidade deixou de ser algo abstrato para entrar como norteador em grande parte das estratégias de marketing. 

Hoje, as pessoas estão cada vez mais preocupadas com o meio ambiente e tendem a adquirir produtos de menor impacto à natureza e que promovam o desenvolvimento sustentável.

Nesse sentido, a Internet das Coisas pode ajudar a desenvolver ações que respeitam a natureza e que agridam pouco o meio ambiente. 

No entanto, para que tudo isso funcione, é preciso uma grande infraestrutura das empresas com os usuários.

Um exemplo consiste em que a Internet das Coisas pode realizar a demonstração de como uma iluminação para piscina LED é, além de mais eficiente, menos prejudicial ao meio ambiente.

Isso ocorre porque o consumo de eletricidade desse item é menor em comparação com lâmpadas tradicionais.

Além disso, o sistema de iluminação pode conter um software integrado e inteligente, que permite o desligamento automático das lâmpadas.

Assim, ao mesmo tempo em que se protege o meio ambiente, há a economia para o próprio usuário.

Incita a imaginação

A Internet das Coisas também oferece muitas opções para os usuários brincarem com a imaginação.

Com programas de realidade virtual e aumentada, por exemplo, é possível visualizar várias modificações e inúmeras possibilidades.

Para se ter uma ideia, o marketing digital pode se aproveitar disso ao oferecer diferentes cenários para o cliente, nos quais ele possa ver as vantagens em adquirir um determinado produto e/ou serviço.

Um exemplo dessa possibilidade seriam as previsões e encaixe de móveis dentro de um cômodo.

Parece coisa de ficção científica. Mas, de fato, a Internet das Coisas está modificando muitas das estruturas tradicionais de compra e venda, além das maneiras como enxergamos o mundo ao nosso redor.

Por essa razão, as empresas investem cada vez mais em softwares inteligentes, em programas de simulação e outros acessórios que permitem incitar a imaginação dos clientes. Como consequência, elas conseguem influenciar nas decisões de compra. 

Afinal, as chances de venda de um produto ou serviço com excelência comprovada são muito maiores do que uma mercadoria ou atividade desconhecida.

Questão da segurança

A Internet das Coisas é o futuro. No entanto, ainda há grande preocupação em relação à segurança, especialmente pelo grande tráfego de informações e dados nos dispositivos móveis e equipamentos online.

Em 2016, uma botnet (rede de computadores-zumbis, que foram invadidos e controlados por hackers) capturou uma série de dados e dispositivos da IoT. 

Isso ocorreu porque muitos usuários não se preocupavam em mudar a senha de seus equipamentos inteligentes, usando a mesma para todos os utensílios.

Portanto, é preciso sim ter cuidado com os dispositivos, as senhas e as informações fornecidas por meio da Internet das Coisas. 

Apesar disso, é certo que não há como fugir da inovação e da revolução tecnológica. 

Com isso, logo mais a IoT será comum em nossas vidas, passando a integrar até mesmo as atividades de rotina.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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Por que sua marca deveria saber o que a comunidade LGBTQIA+ espera dela

Quantas vezes você escutou os termos diversidade e inclusão nos últimos meses? Provavelmente várias. O número de buscas no YouTube por eles aumentou 71% e 24% respectivamente, só no último ano. Eles passaram a ser discutidos pela indústria da beleza, abraçados pelas artes e observados pelo mercado como um todo em diferentes esferas, gerando debates apaixonados e polêmicos que, acima de tudo, ajudam a moldar os nossos tempos.

Mas será que estamos abrangendo os pontos mais importantes dessa discussão? Nosso foco está no que realmente importa na hora de promover a diversidade e a inclusão? Ou melhor: será que a comunidade LGBTQIA+ está efetivamente inserida nesse debate? Qual é a percepção dela sobre a maneira como o tema vem sendo abordado? Quais serão os maiores desafios dessa discussão daqui pra frente?

Para entender melhor esse universo a partir da perspectiva de quem o vive na prática, o Google e a Box 1824 conduziram um estudo qualitativo e abrangente1. Como parte da metodologia, foram recrutados entrevistadores de dentro e de fora da comunidade LGBTQIA+, com e sem “lugar de fala” (ou seja, “propriedade e vivência”) em ambos os temas. O resultado? Um retrato sobre as diferenças entre o que é realidade e o que é percepção dessas questões, além de aprendizados que podem ajudar as marcas a encontrar caminhos para se posicionar de forma construtiva, honesta e coerente com seus valores dentro de um cenário em transformação.

COMEÇANDO PELO COMEÇO: POR QUE EXISTEM TANTAS LETRAS NA SIGLA?

Se é uma busca por inclusão, por que precisamos de tanta diferenciação? Exatamente para mostrar que as diferenças existem. Apesar de estar claro o significado de cada letra entre os especialistas e ativistas da comunidade, não há um consenso sobre qual sigla é a mais adequada para reconhecer cada grupo, muito menos sobre o tamanho que a nomenclatura acabou atingindo ao longo dos anos. A primeira sigla foi criada na década de 70, e desde então passa por atualizações constantes.

O importante é compreender que a inclusão de todos os grupos aparece como um primeiro passo na busca por visibilidade para as suas existências. Assim, incluir uma letra passa a ser parte significativa do processo para gerar visibilidade e reconhecimento.

DIVERSIDADE NO BRASIL: EXPECTATIVA x REALIDADE

Pode parecer contraditório. Apesar de o termo “diversidade” ser muito usado, parte da população LGBTQIA+ não se sente conectada a ele, e até ironiza seu uso mais amplo. O estudo indica que quanto mais esse público sofre discriminação, menos ele acredita que nossa sociedade é diversa.

Já a percepção de pessoas cis² e hétero, dentro do grupo estudado, é diferente – especialmente nas classes mais altas. Em princípio, boa parte dos entrevistados categoriza a homofobia como negativa, e a diversidade, aceitável. Mas nas entrevistas, mesmo entre os que acreditam não ser homofóbicos, é possível perceber a manifestação de vieses inconscientes. Um sinal de que frequentemente a norma – ou seja, os padrões estéticos, culturais e de comportamento mais “aceitos” na sociedade – fala mais alto que a diversidade em si.

QUANTO MAIOR A DISCRIMINAÇÃO, MAIOR O ENVOLVIMENTO

“Você é trans/gay/lésbica? Nem parece.” Essa fala ilustra um conceito chamado “passabilidade”, ou seja, “o quanto um membro da comunidade LGBTQIA+ aproxima-se da norma”. Ele está relacionado à maneira como a pessoa é lida pela sociedade. Uma mulher trans que tenha características físicas parecidas com as de uma mulher cis, por exemplo, tem uma passabilidade maior. E por que isso é relevante?

O estudo mostrou que, quanto mais perto a pessoa está da norma, menores são seus relatos de discriminação – por vezes, foi possível notar até um certo distanciamento das questões e das pessoas que compõem os outros perfis da sigla. Da mesma forma, quanto mais longe de uma “norma social predominante” a pessoa estiver, mais excluída ela possivelmente se sentirá e mais sujeita às dificuldades relacionadas ao preconceito.

Para ajudar a ilustrar essa dinâmica, o estudo gerou um Grid da Diversidade Sexual que relaciona a sexualidade com várias outras dimensões (demográficas, socioeconômicas, étnicas, de gênero) e que vai nos mostrando como essas interseccionalidades vão gerando, cada vez mais, esse distanciamento de um “padrão social ideal”.

O grid reflete os preconceitos ligados a gênero, etnia e classe social: de acordo com ele, um homem gay branco, com nível superior, tende a ser menos discriminado do que uma mulher lésbica negra. E isso, junto com seu grau de passabilidade, vai determinar o quanto a pessoa se envolve com os seis assuntos mais comentados, reivindicados e urgentes para a população LGBTQIA+ hoje:

1) VIOLÊNCIA: DO PRECONCEITO AO GENOCÍDIO LGBTQIA+

2) POLÍTICA: DA INVISIBILIDADE À FRAGILIDADE DE DIREITOS

3) SAÚDE: DO ACESSO BÁSICO RESTRITO À VIDA QUE ACABA

4) TRABALHO: DA DISCRIMINAÇÃO À EXCLUSÃO DO MERCADO

5) EDUCAÇÃO: DO COMBATE À FOBIA LGBTQIA+ À EXCLUSÃO ESCOLAR

6) FAMÍLIA: DA EXCLUSÃO À IMPOSSIBILIDADE DE CONSTITUIR UMA

RESULTADO: O CICLO DA EXCLUSÃO

O que o estudo conclui é que essas seis agendas frequentemente se inter-relacionam, muitas vezes em uma relação destrutiva de causa e efeito. Nas diferentes trajetórias LGBTQIA+, esse Ciclo de Exclusão, na maioria dos casos, começa na família e culmina em violência. Casos de exclusão no próprio núcleo familiar são mais comuns do que imaginamos, afetando diretamente a assiduidade escolar, por exemplo. Na escola, além de episódios de bullying contra o jovem LGBTQIA+, também se repete o movimento de exclusão. Nos dados oficiais, ficam registrados somente os números de evasão escolar, sem esclarecimento dos motivos.

Por consequência, a falta de inclusão e acolhimento já nesses primeiros anos de vida se reflete no acesso à educação e, como um efeito dominó, limita as chances de inserção no mercado de trabalho. Somado a isso, há também a falta de representatividade política, ou seja, direitos básicos que não são pautados e discutidos na esfera pública, gerando mais vulnerabilidade e violência.

VISIBILIDADE E NORMALIZAÇÃO: SUPERPODERES BÁSICOS DA COMUNICAÇÃO

Apenas falar sobre o problema é uma solução? Sabemos que não. Mas é um passo importante. O YouTube hoje tem 2,3 milhões de vídeos com conteúdo LGBTQIA+. Criadores da comunidade ou conectados a ela constroem todos os dias narrativas que mostram suas realidades e sensibilizam as pessoas em relação ao Ciclo da Exclusão.

Dentro do YouTube, as oportunidades são diversas. Não apenas para entender mais sobre esse universo, mas também para colaborar com a normalização da existência dessas pessoas. Elas têm audiência por falar sobre a agenda de inclusão, mas fazem um trabalho muito importante ao retratar que a existência delas não é unidimensional. São pessoas reconhecidas como especialistas em diferentes temas, como gamesentretenimentobeleza e muitos dos outros assuntos explorados na plataforma.

PARTE DA TRANSFORMAÇÃO PASSA POR CRIAR UM CICLO DE INCLUSÃO. E AS MARCAS, PODEM AJUDAR?

Em uma palavra: sim. Os benefícios da diversidade para as marcas são muito maiores do que um olhar para a comunidade LGBTQIA+ enquanto mercado consumidor. Ter uma equipe mais diversa efetivamente trabalhando para sua marca facilita conexões mais empáticas com as pessoas de uma forma geral.

É importante considerar a relação que se cria quando se percebe um alinhamento legítimo às questões vividas por pessoas da comunidade. Isso pode ser observado inclusive em termos práticos: dos quase 18 milhões de brasileiros que se identificam com alguma das letras da sigla, 50% se dizem dispostos a priorizar uma marca que apoie a causa, mesmo contra ofertas mais vantajosas3.

Existe um passo simples e eficiente que está ao alcance das marcas e que foi o campeão de citações durante o estudo: empregar pessoas da comunidade.

Quando começa no trabalho, a inclusão tem potencial de quebrar as cadeias destrutivas. Ter poder aquisitivo permite estudar mais, abre oportunidades de crescimento profissional e pessoal. Em seguida, vêm o acesso a serviços de saúde e a ocupação de espaços políticos em busca de direitos. Por fim, já com uma vida mais estruturada, a pessoa LGBTQIA+ pode se sentir mais protegida das diferentes formas de violência.

Outras iniciativas consideradas determinantes para avançar a agenda inclusiva:

O QUE MINHA MARCA JÁ PODERIA FAZER HOJE?

Em um país onde a sociedade ainda está aprendendo a acolher as diferenças, é importante ressaltar que onde há muito a ser feito também há muitas oportunidades. E as marcas têm um papel importante na transformação do cenário da comunidade LGBTQIA+.

A pesquisa nos trouxe vários direcionamentos úteis para refletir e agir de maneira positiva em relação à agenda inclusiva. Dividimos abaixo alguns deles, que podem ser tanto pontos de partida como de inspiração para outras ações.

Quando o assunto é diversidade, é comum existir a cobrança de que o discurso venha acompanhado de ação. No caso das parcerias – com iniciativas que se dedicam aos temas da agenda de inclusão –, é importante considerar ações que façam a diferença de maneira efetiva na estrutura em questão, indo além da doação de lucros. A marca pode promover treinamentos para aumentar o alcance da iniciativa que visa apoiar? Pode construir novos espaços físicos? Melhorar os que já existem? O que aceleraria a mudança além de recursos financeiros?

Avaliar o contexto e discutir possíveis melhorias com as partes envolvidas é fundamental.

Em todos os casos, o primeiro passo deve ser olhar pra dentro: estou apoiando a agenda de inclusão, mas estou fazendo o mesmo com os colaboradores da minha empresa?

Retratar algo a partir do ponto de vista de quem vive, e não apenas de quem observa. Para criar conexões com verdade e emoção, a recomendação é buscar histórias e experiências verdadeiras, dando espaço para que os próprios protagonistas também gerem narrativas. Aqui entra a importância de ter representatividade no time – da idealização à produção.

Simplificar a linguagem para que a mensagem alcance todos os públicos é essencial. Quando falamos de diversidade, é preciso pensar com o objetivo de sensibilizar e engajar as pessoas além do público LGBTQIA+.

Seja na hora de buscar parcerias com Criadores ou mesmo de escolher a melhor maneira de executar sua mensagem, é importante lembrar: o público LGBTQIA+ não é unidimensional. Ele não deve ser considerado só quando o assunto é diversidade. Sua campanha é sobre games? Viagem? Beleza? As pessoas LGBTQIA+ atuam, consomem e têm interesse em diferentes áreas. A representatividade real precisa partir dessa premissa e também precisa considerar as diferentes classes sociais, raças, identidades de gênero e orientação sexual que compõem a comunidade, ajudando a garantir a visibilidade do maior número de existências possível.

É necessário entender que as realidades são diferentes, ainda que exista uma agenda comum. Vale se atentar ao cuidado de não colocar todas as letras da sigla “em um mesmo barco”.

Há um abismo de conhecimento entre boa parte das pessoas cis e hétero sobre a realidade LGBTQIA+. Até mesmo dentro da comunidade há desinformação sobre as agendas. Produzir conteúdo que mostre essas diferenças é uma oportunidade de se diferenciar e promover a mudança da conscientização e da cultura sobre o tema no Brasil.

Fonte: Think with Google

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