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Com e-commerce aquecido, Amazon registra maior lucro dos últimos 3 anos

AAmazon divulgou, na última quinta-feira (29), o seu primeiro balanço de 2021 com os números referentes ao primeiro trimestre e as notícias foram excelentes para os acionistas da empresa. Foi o maior lucro da companhia nos últimos três anos, registrando um lucro líquido de US$ 8,11 bilhões no primeiro trimestre de 2021 e nos 12 meses encerrados em março totalizou um resultado líquido de US$ 26,9 bilhões.

O principal negócio da empresa, o e-commerce, foi impulsionado de maneira sem precedentes neste ano de pandemia, uma vez que um número recorde de pessoas passou a fazer compras online.

Leia também: Última carta de Bezos deixa claro: olhar a Amazon é olhar para o futuro

No primeiro trimestre a Amazon teve um aumento de 44% nas vendas, chegando a US$ 108,5 bilhões. Foi o segundo trimestre consecutivo em que a big tech teve mais de US$ 100 bilhões de faturamento.

Os dados foram muito acima das expectativas dos analistas. Segundo a Refinitiv, a média das estimativas do mercado financeiro era de uma receita líquida de US$ 104,46 bilhões. O lucro por ação esperado era de US$ 9,54, bem abaixo dos US$ 15,79 efetivamente reportados.

As ações da Amazon sobem 3,68% a US$ 3.598 no after-market da Bolsa de Valores de Nova York.

Com informações do Infomoney

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Primeiro trimestre de 2021: vendas no e-commerce têm alta de 57,4% em comparação ao mesmo período de 2020

Em pesquisa realizada com os dados de compra no e-commerce durante o primeiro trimestre de 2021, a Neotrust mostra que houve continuidade do crescimento das vendas online no Brasil.

Foram realizadas 78,5 milhões de compras online nos três primeiros meses do ano, um aumento de 57,4% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Esta quantidade de compras resultou em um faturamento de R$ 35,2 bilhões para o e-commerce entre janeiro e março de 2021, aumento de 72,2% na comparação com 2020.

“No começo deste ano de 2021 havia uma expectativa de redução da intensidade da expansão, mas com a chegada da nova variante do Covid-19 e, consequentemente, da segunda onda de contaminação que atinge nosso país, nos deparamos com uma evolução ainda mais intensa das vendas no e-commerce não somente brasileiro, mas ao redor do mundo”, explicou Fabrício Dantas, CEO da Neotrust, na apresentação do relatório.

Os principais motivos para o crescimento estão relacionados às diversas promoções realizadas nos três primeiros meses do ano, além do Dia do Consumidor, realizado em março. Outro fator determinante foi o agravamento da pandemia no país, resultando em uma nova onda de fechamento ou redução de circulação no comércio físico em diversos estados.

O consumidor também tem investido mais nas compras online: houve aumento de 9,4% no valor do ticket médio em comparação com o mesmo período de 2020. Atualmente, o gasto registrado está em R$ 447,90.

Para efeito de comparação, o aumento do ticket médio no quarto trimestre de 2020 foi de 2,9%.

“O mês de março em 2021, foi o segundo maior mês da história em termos de volume de vendas do e-commerce brasileiro, ficando atrás somente do mês de novembro de 2020, que evidentemente, tem o impacto positivo das promoções da Black Friday”, explicou o executivo.

Destaques por região do Brasil

A região Sudeste ainda é a que mais se destaca em volume de compras e no quarto trimestre de 2020 foi responsável por 63% do total de pedidos feitos online no país. Mesmo que siga na dianteira, caiu 3,9 pontos percentuais em comparação com o trimestre anterior.

Isso porque as demais regiões têm apresentado crescimento também. A região Nordeste se destaca por ocupar a segunda posição em total de vendas no e-commerce, concentrando 14,6% das que realizadas entre outubro e dezembro de 2020. Esse número representa um crescimento de 2,6 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. A região Sul segue próxima, com 14,1% do total de pedidos realizados.

Frete grátis

De acordo com o relatório aumentou também a quantidade de compras que foram feitas com entrega gratuita. No primeiro trimestre de 2021, 53% dos pedidos foram entregues sem que o consumidor pagasse pelo frete. No primeiro trimestre de 2020, a porcentagem de entregas gratuitas era de 47%.

Também na marca de 47% estão os pagantes de frete neste período. Eles, no entanto, também foram beneficiados. A pesquisa mostrou que houve redução de 15,5% no valor pago pelas entregas. Dessa forma, o valor médio do frete no período foi de R$ 18,15.

Por categoria

Com relação ao comportamento de consumo por categoria, a pesquisa mostrou um padrão semelhante ao dos outros trimestres: os produtos com ticket médio mais baixo foram os mais procurados. Em contrapartida, os produtos mais caros foram responsáveis pelos maiores faturamentos.

As categorias que mais se destacaram por total de pedidos foram: moda e acessórios (16,5% dos pedidos); beleza, perfumaria e saúde (15,2%); e entretenimento (12,6%).

Já as categorias com melhor faturamento são: telefonia (com 21,2% do total faturado no período); eletrodomésticos e ventilação (17%); e entretenimento (12,4%).

O relatório aponta ainda que os números refletem as promoções realizadas no começo do ano e a duração extendida do Dia do Consumidor neste ano.

Como destaque para categoria mais comprada, moda e acessórios teve 13,3 milhões de pessoas comprando no primeiro trimestre de 2021 (considerando uma compra por consumidor). O gasto médio total foi de R$ 145,00.

A categoria telefonia não apresentou tantos consumidores, mas conquistou um gasto médio mais impressionante: foram apenas 2,9 milhões de consumidores, mas com um gasto médio total de R$ 2.232,00.

Na contramão deste dado, o setor atinge hoje apenas 17,2% do total de pessoas com acesso à internet no país.

De março de 2020 a março de 2021

O relatório apontou ainda quais foram as categorias mais compradas online durante o isolamento social, ou seja, de março de 2020 a março de 2021. De maneira geral, elas corroboram os dados levantados no primeiro semestre de 2021, pois apontam para as mesmas categorias apontadas aqui em mais vendidas e em faturamento.

As subcategorias que mais cresceram e venderem de março de 2020 a março de 2021 foram (representação do share da subcategoria dentro do segmento): livros (variação de 97,2%), fones de ouvido (76,1%), aparelhos de televisão (80,5%), remédios (56,7%) e aparelhos elétricos para o cabelo (50,4%).

Os que mais faturaram de março de 2020 a março de 2021 foram (representação do share da subcategoria dentro do segmento): ar condicionado (86,9%), celulares e smartphones (81,6%), TV (80,5%), notebook (22,6%) e geladeiras/refrigeradores (19,7%).

Leia também: Crescimento de compras no cartão de crédito aquece setor de cobranças.

Quem são os consumidores?

A pesquisa confirmou os dados das edições anteriores: as mulheres compram mais, mas os homens gastam mais. As mulheres representam 58,1% dos consumidores e o ticket médio masculino é de R$ 538,20.

A pesquisa mostrou ainda que a idade média do consumidor é de 37 anos. O público consumidor mais significativo foi o de 36 a 50 anos, com 33,9% do total de consumidores digitais. Seguidos de perto pelos consumidores de 26 a 35 anos, com 33,1% do total.

Os consumidores até 25 anos representam 19% das compras online, enquanto o público acima dos 51 é responsável por 14% das compras.

Novos consumidores e consumidores únicos

O primeiro trimestre do ano teve queda em 16,4% na quantidade de novos consumidores, com 3,8 milhões de consumidores comprando pela primeira vez online. A comparação foi feita com o primeiro trimestre de 2020.

Porém, para o e-commerce o saldo foi positivo, pois obteve um aumento de 43,9% no número de consumidores únicos: 22,8 milhões.

Frequência

Analisando exclusivamente as vendas no e-commerce feitas no feitas nos três primeiros meses do ano, houve uma média de 3 compras por consumidor digital, com um gasto médio de R$ 1.340,00 para o total das compras, aumento de 14,1% em comparação ao primeiro trimestre de 2020.

Ao analisar os consumidores que fizeram pelo menos uma compra nestes meses, as mulheres também compraram mais (58,6% dos consumidores únicos), com a média de idade mais relevante para consumidores homens e mulheres entre 26 a 35 anos (31,2%).

Fonte: e-commerce Brasil

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Varejo Omnichannel: novas perspectivas dessa tendência para o e-commerce

De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Brasil conta com mais de um smartphone por habitante no país. Nesse cenário, não é exagero dizer que podemos fazer tudo pelo celular, inclusive compras.

A grande penetração de smartphones nos últimos anos foi um importante catalisador da ascensão do varejo digital. A pandemia do coronavírus também levou boa parte dos consumidores a migrar para o e-commerce. No final de 2020, cerca de 91% dos brasileiros que acessam a internet pelo aparelho disseram fazer pagamentos por ele, os dados são da Mobile Time e Opinion Box.

Se os lojistas adaptaram seus negócios para atender os clientes em um cenário de pandemia – realizando as suas compras de casa -, esse é o momento de começar a estruturar os negócios para atender às novas formas de consumo do pós-pandemia.

Afinal, devemos sempre lembrar que as lojas físicas continuarão com um papel importante, mesmo que com adaptação e evolução, e é disso que precisamos falar. Como o varejo pode absorver a eficiência e a capilaridade do digital, sem perder o contato pessoal, o trato humano e a possibilidade de experimentação do físico?

Nesse sentido, os smartphones podem ser uma ferramenta a favor da sua loja também fora de casa. Sim, estamos falando de uma fusão de lojas físicas e online, o famoso, mas ainda não tão bem aproveitado, varejo omnichannel.

O conceito de omnichannel busca unir o melhor dos dois mundos – on e offline – para oferecer a melhor experiência para o cliente e a melhor gestão para os negócios. Conheça a seguir suas potencialidades na gestão de e-commerces e quais novidades no omnichannel devem estar, desde já, no seu radar.

A gestão de estoque omnichannel

Vamos começar falando pelo lado da gestão em um de seus pontos mais delicados: o estoque. A estratégia omnichannel é uma via de mão dupla nesse quesito, com vantagens para o varejo online e físico.

No digital, o compartilhamento de estoque com a loja física pode otimizar a logística, já que é possível utilizar o estoque da loja mais próxima para a entrega, diminuindo custos e tempo. Outra grande possibilidade é oferecer pick up in store, ou seja, a possibilidade do cliente realizar a compra no conforto de sua casa e buscar na loja mais próxima.

Por outro lado, usando o estoque do digital no mundo físico, você passa a ter uma vitrine infinita, podendo oferecer para o cliente muito mais do que cabe na sua loja. Dessa forma, pode evoluir, inclusive, para um modelo de showroom, diminuindo custos de espaço físico. Isso, é claro, se torna viável de acordo com o seu modelo de negócio.

A vitrine infinita, aliás, pode ir muito além do seu negócio. Ao firmar parcerias com grandes varejistas, quando a sua loja não tiver um produto que o seu cliente deseja, você pode guiá-lo para a plataforma do seu parceiro. Assim, mantém o cliente feliz e fidelizado a você e ainda garante a sua comissão.

Meios de pagamentos: novas tecnologias para atender a estrutura multicanal

Outro grande ganho com uma estrutura de multicanais é a ampliação dos meios de pagamentos, que trazem consigo uma considerável melhoria de experiência.

Podemos citar como destaque nesse segmento o crescimento das carteiras digitais nos últimos anos, que colocou empresas de diferentes nichos no mesmo páreo. As fintechs dominam o cenário, mas grandes varejistas e até os maiores bancos do país também entraram na guerra.

Com o cenário da pandemia do coronavírus, os super apps ganharam ainda mais relevância na vida dos brasileiros. Vale destacar que o varejo não deve se preocupar com isso, mas sim surfar nessa onda. A maioria das carteiras digitais já oferecem integrações para que todos os tipos de negócio façam parte desse ecossistema. Com uma boa estrutura omnichannel, é possível oferecer essa facilidade em e-commerces e lojas físicas com simplicidade e flexibilidade, sem precisar colocar diversos QR Codes no balcão, por exemplo.

Além disso, não é possível falar em inovação nos meios de pagamento sem citar o novo queridinho do país, o PixSem dúvidas ele veio para ficar, seus primeiros meses de vida foram de crescimento contínuo, e novos casos de uso e de evoluções do produto ainda estão para chegar.

A chegada de novos meios de pagamentos é super positiva e torna o mercado, inclusive, mais democrático. No entanto, não podemos esquecer que o cartão ainda é o meio de pagamento digital mais utilizado pelos brasileiros – corresponde a 72% das compras via computador, somadas compras à vista e parceladas, os dados são da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo. Dessa forma, os players desse nicho seguem inovando e trazendo melhores experiências para o comprador. O grande exemplo disso é o crescimento do contactless na pandemia.

Não perca de vista o token e one-click-buy

Como falamos no começo do texto, o celular do consumidor está sempre à mão e, se ele tem um cartão de crédito já guardado no app da sua loja, por que você vai fazê-lo pegar a carteira para pagar?

A tokenização de cartão é um dos grandes ganhos do e-commerce nos últimos anos. O famoso one-click-buy tira a fricção e estimula a compra por impulso, podendo ser utilizado na sua loja física também. No final do dia, o objetivo é que com uma estrutura multicanal o cliente possa escolher de perto tudo em sua loja e, na hora de pagar, tenha a mesma facilidade de dentro de casa – com tudo a um clique de distância.

Com todas essas vantagens, não há motivos para não procurar os caminhos para uma estrutura omnichannel para seu negócio. Para integrar vendas, estoque e toda a sua loja on e offline, é preciso utilizar em toda a sua cadeia, desde o sistema de gestão, pagamentos e plataformas, tecnologias que estejam prontas para proporcionar tudo o que o omnichannel tem a oferecer de ganhos. Então, busque os parceiros certos para apostar no varejo omnichannel e criar a melhor experiência para o seu cliente e a melhor rentabilidade para o seu negócio.

Fonte: e-commerce Brasil

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Amazon, Magalu, Mercado Livre e mais empresas com descontos de até 80% no Dia do Consumidor

As ofertas variam de descontos nos preços ao pagamento parcelado em até 30x sem juros

O Dia do Consumidor é comemorado em 15 de março e as varejistas premiam os consumidores oferecendo descontos ou benefícios para compra de produtos. Com promoções que têm descontos de até 80%, a semana promete ser agitada para o comércio eletrônico nacional. Confira, a seguir, a seleção da EXAME das melhores ofertas do Dia do Consumidor, que devem se estender por toda a semana.

Amazon

A Amazon já realiza, desde a semana passada, uma série de promoções de produtos que podem ter descontos de até 70% no preço dos itens.

Serão mais de 30 categorias de produtos, entre dispositivos eletrônicos, livros e e-books, artigos de escritórios, bens de consumo, eletrodomésticos e ferramentas. Itens de marcas como Havaianas, Tramontina, Nespresso, 3M, Wap e Stabilo também estão em promoção no site e aplicativo da Amazon. As ofertas são válidas até o dia 15 de março e os descontos vão de 15% a 70%.

Além disso, dispositivos da Amazon podem ter desconto de R$200, como as caixas de som inteligentes Echo (equipadas com a assistente Alexa), e o Fire TV Stick Lite, rival do Chromecast.

Americanas

Até 17 de março, a Americanas.com preparou para a Semana do Consumidor descontos até 80% no app, site e, também, nas mais de 1.700 lojas Americanas em todo o Brasil — apesar das restrições de circulação e aglomerações contra a covid-19. Entre os artigos em promoção, a Smart TV 4K UN7310PSC de 60 polegadas, da LG, e o tablet Android Samsung Galaxy Tab A de 8 polegadas, da Samsung.

O Boticário

O Boticário tem descontos de até 40% em produtos de beleza, perfumes e maquiagens na Semana do Consumidor. O período promocional começou no Dia Internacional da Mulher, 8 de março, e vai até 15 de março (Dia do Consumidor). As promoções estão tanto no site quanto nas lojas físicas da empresa.

Magalu

O Magazine Luiza tem descontos de até 70% no seu site e app. A promoção vale para diversas categorias, como artigos para casa, eletrônicos e livros. No aplicativo, o frete é grátis para compras a partir de 99 reais.

Mercado Livre

Até 21 de março deste ano, o Mercado Livre vai oferecer descontos de até 70% nas categorias moda, smartphones e eletrônicos. As compras feitas na área de supermercado da empresa também terá desconto. Na compra de 10 itens, o desconto é de 10%. Na compra de 15 itens ou mais, o desconto será de 15%. No período promocional, o frete grátis vale para compras de, no mínimo, 79 reais.

Ponto Frio e Casas Cahia

As lojas da Via Varejo permitem o parcelamento de compras em até 30x sem juros nos cartões do Ponto Frio e das Casas Bahia.

Fonte: Exame

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Tinder terá opção para investigar se usuário já foi acusado de assédio sexual

O plano é coibir a prática de violência sexual entre usuários do aplicativo de relacionamento

A investigação será feita a partir de um serviço prestado pela Garbo, organização sem fins lucrativos que “faz a coleta de registros públicos e relatórios envolvendo violência ou abuso, incluindo prisões, condenações, ordens de restrição, assédio e outros crimes violentos”, segundo esta postagem.

O plano do Match Group, que realizou um investimento de valor não revelado na Garbo, é simples: tornar o ambiente digital (e o real) mais seguro para os usuários de aplicativos de relacionamento.

Apesar de a Garbo ter acesso a uma base de dados que envolve um número muito maior de usuários com antecedentes criminais, a organização não irá divulgar detalhes de pessoas acusadas de crimes menores e que não estão relacionados com assédio ou abuso sexual, como posse de drogas.

A Match ainda não deu muitos detalhes de como o serviço vai funcionar nem de quando ele será ativado. Sabe-se que a pesquisa poderá ser feita utilizando apenas o nome completo ou com a combinação do primeiro nome e do número de telefone. Não está claro se o recurso será disponibilizado para todos os usuários ou apenas aqueles com planos pagos do Tinder.

Além do Tinder, outras marcas da empresa, como os aplicativos OkCupidHinge  Match, também deverão contar com recurso. Por se tratar da coleta de dados públicos, é possível que o recurso não esteja disponível em todos os países, apenas naqueles nos quais essas informações poderão ser coletadas legalmente pela Garbo ou por outra empresa parceira do Tinder.

Fonte: Exame

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E-commerce têm alta de 45,17% em janeiro, revela índice MCC-ENET

O e-commerce no Brasil registrou crescimento de 45,17% em janeiro de 2021, frente ao mesmo mês do ano anterior. Usando a mesma base de comparação, o faturamento do setor teve alta de 61,82%. Os dados são do índice MCC-ENET, desenvolvido pela Neotrust | Movimento Compre & Confie, em parceria com o Comitê de Métricas da Câmara Brasileira da Economia Digital (camara-e.net).

“O mês de janeiro costuma ser de fortes vendas no e-commerce brasileiro devido às ofertas de saldão dos grandes varejistas e retorno às aulas. A pequena retração observada entre dezembro/20 e janeiro/21 justifica-se pelas vendas de Natal no último mês do ano, considerada uma das melhores datas para o comércio eletrônico”, afirma Felipe Brandão, secretário executivo da camara-e.net. “Nos próximos meses, a tendência será de alta nas vendas, uma vez que as vendas online tornaram-se um hábito dos consumidores brasileiros.”

Vendas online

Apesar das vendas pela internet continuarem em expansão, ao comparar os meses de janeiro de 2021, com dezembro de 2020, a variação foi negativa (-3,88%). Por sua vez, ao observar a evolução do acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento foi de 68,15%, segundo o indíce.

Ao observar os dados regionais, na comparação entre janeiro de 2021 com o mesmo período de 2020, a métrica de vendas online ficou da seguinte forma: Nordeste (72,76%), Norte (52,39%), Sul (50,15%), Centro-Oeste (49,51%) e Sudeste (38,45%).

Os dados do acumulado dos últimos 12 meses foram: Nordeste (97,35%), Norte (82,85%), Centro-Oeste (74,67%), Sul (69,27%) e Sudeste (62,07%).

Faturamento do e-commerce

De acordo com o levantamento, na comparação de janeiro de 2021 com dezembro de 2020, teve crescimento de 5,84%. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta foi de 87,65%.

A composição por região ficou da seguinte forma: Nordeste (90,59%), Norte (74,90%), Centro-Oeste (72,69%), Sul (64,52%) e Sudeste (52,88%). E no acumulado dos últimos 12 meses, por sua vez, os resultados foram: Nordeste (122,36%), Norte (111,49%), Centro-Oeste (99,25%), Sul (83,73%) e Sudeste (78,94%).

Participação do e-commerce no comércio varejista

Em dezembro de 2020, o comércio eletrônico representou 7,8% do comércio varejista restrito (exceto veículos, peças e materiais de construção). No acumulado dos últimos 12 meses, nota-se que a participação do e-commerce no comércio varejista corresponde a 9,6%. Vale destacar que esse indicador foi feito a partir da última Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, divulgado no dia 10 de fevereiro.

Categorias

De acordo com o levantamento, em dezembro de 2020, a composição de compras realizadas pela internet, por segmento, ficou da seguinte forma: equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (41,9%); móveis e eletrodomésticos (26,2%); e tecidos, vestuário e calçados (11,5%). Na sequência, artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,5%), outros artigos de usos pessoal e doméstico (7,1%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,4%); e, por último, livros, jornais, revistas e papelaria (2,4%). Esse indicador também utiliza a Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE como base.

Consumidores online

Outra métrica avaliada pelo MCC-ENET revela que, no trimestre de outubro a dezembro de 2020, 18,4% dos internautas brasileiros realizaram ao menos uma compra online. Observa-se uma alta de 0,5 p.p em relação ao trimestre anterior (17,9%). Já na comparação com o mesmo período em 2019 (13,7%), houve crescimento de 4,7 p.p.

Metodologia do MCC-ENET

Os índices mensais vêm da comparação dos dados do último mês vigente em relação ao período base (média de 2017). Para compor o índice, o Neotrust | Compre & Confie coleta 100% de todas as vendas reais de grande parte do mercado de e-commerce brasileiro, utilizando adicionalmente processos estatísticos para composição das informações do mercado total do comércio eletrônico brasileiro. Também são utilizadas informações dos indicadores econômicos nacionais do IBGE, IPEA e FGV.

Não estão contabilizados no MCC-ENET dados dos sites MercadoLivre, OLX e Webmotors, além do setor de viagens e turismo, anúncios e aplicativos de transportes e alimentação, pois ainda não são monitorados pela Neotrust | Movimento Compre & Confie.

Clique aqui para acessar o estudo completo: https://www.mccenet.com.br/

Fonte: e-commerce Brasil

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Pela primeira vez, varejo online deve superar o varejo físico na China

País mais populoso do mundo e considerado um dos grandes berços do e-commerce, a China está bem próxima de registrar um novo grande feito no comércio eletrônico. Em 2021, pela primeira vez na história, o varejo online deve superar o varejo físico e se tornar uma das principais forças econômicas internas do país.

Segundo estudo da eMarketer, o varejo online deve representar 52,1% de todas as vendas no valor (em valor) em 2021. O instituto mostra que as vendas online chinesas devem acelerar acentuadamente dos 44,8% do total alcançado em 2020.

O número é extremamente representativo. A China está tão disparada no varejo online que a Coreia do Sul, segunda no ranking, deve ter 28,9% do total de vendas do varejo via e-commerce. O Reino Unido vem em terceiro lugar, com um varejo online que deve representar 28,3% do total neste ano.

Leia também: Exemplos da China: IA, tecnologias e experiências que podem inspirar os lojistas brasileiros

Segundo a eMarketer há vários fatores por trás do boom. Um é o comércio social. A estimativa é que ele tenha crescido 44,1% na China no ano passado e cresça mais 35,5% neste ano, atingindo 363,26 bilhões de dólares.

Os “Mini Programs” do WeChat se tornaram “onipresentes”, uma vez que o aplicativo da Tencent está na China há quase uma década. Mas foi “apenas recentemente que sua interface começou a facilitar o comércio eletrônico de terceiros”, de acordo com o eMarketer.

A eMarketer prevê um crescimento de 11% nas vendas online no próximo ano e espera que a barreira de 3 trilhões de dólares nas vendas de e-commerce seja ultrapassada em 2022.

Fonte: e-commerce Brasil

Vitrine da Lojas Americanas, no Shopping Iguatemi.

Lojas Americanas e B2W estudam combinação de operações

As Lojas Americanas e a B2W anunciaram na sexta-feira (19) que vão criar comitês especiais independentes para avaliarem uma combinação de suas operações no momento em que os impactos das medidas de isolamento social catapultaram o comércio eletrônico.

As empresas anunciaram que a combinação como Universo Americanas e não deram detalhes sobre quando os estudos poderão ser concluídos e assembleias de acionistas serem convocadas.

A B2W é atualmente controlada pela Lojas Americanas em 62,5%. A companhia possui alguns dos principais sites de comércio eletrônico do país, como Submarino, além de uma relevante operação digital de pagamentos, a Ame.

Omnichannel mais amplo
Ambas as companhias já vinham há meses anunciando parcerias entre si para a criação do chamado omnichannel, em que clientes podem fazer compras pela internet e optarem pela retirada de produtos em lojas físicas ou usarem infraestrutura de lojas como pequenos centros de armazenagem de produtos.

Em apresentação sobre os propósitos da operação, as companhias afirmaram que a combinação criará um “poderoso motor de fusões e aquisições”.

Juntas, as empresas possuem uma rede de 1.700 lojas físicas em 750 cidades do país e um marketplace online com mais de 87 mil vendedores. As companhias também citaram que a união poderá criar um “poderoso negócio” de publicidade integrado, reunindo fornecedores, vendedores e outros parceiros.

Leia também: Americanas diminui prazo de entrega para compras internacionais

Fonte: e-commerce Brasil

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Clubhouse pode ser aposta do marketing para os negócios; veja dicas

Com boom nas últimas semanas, rede social entrou no radar de marcas e empresas, mas traz “mundo novo” aos profissionais de marketing

Quando a rede social Clubhouse caiu nas graças dos brasileiros nas últimas semanas, a montadora Audi não perdeu tempo. Usou a rede social como mais um dos espaços que a Internet garante para os negócios contarem suas histórias e tentar gerar algum impacto.

O Clubhouse funciona como um fórum, em que diversas salas temáticas são criadas para discussões simultâneas, sobre algum tema específico. Tudo por voz. Uma boa forma de defini-lo é um “podcast ao vivo”.

Os usuários podem seguir clubes que discutem assuntos que são do seu interesse e buscar salas dentro de temas gerais como esportes, religião, línguas e tecnologia.

Apesar de o aplicativo ter sido desenhado para pessoas, ele pode ser uma oportunidade para marcas.

Pessoas serão porta-vozes

O Clubhouse ainda não tem, porém, um perfil específico para páginas institucionais, de empresas e negócios. O foco é realmente nas pessoas. Isso pode estimular que as marcas adotem posturas de utilizar os funcionários como porta-vozes, personificando sua identidade e estimulando discussões de impacto para seus negócios.

A sala promovida pela Audi na última semana foi sobre o futuro dos carros elétricos, com a presença de funcionários da empresa, que tem em sua descrição a ocupação no trabalho. Na visão do diretor de comunicação e marketing da Audi Brasil, a rede social tem um perfil profissional.

“Qualquer fala que eu tenha ali dentro é associada à Audi, a responsabilidade é grande. Eu acho muito bacana que a rede social exija que seja um perfil pessoal. Como é uma plataforma de áudio, vai ter sempre alguém falando como a marca. Não dá para ter um ‘ghost’ ou um robô por trás”, explica Cláudio Rawicz.

Entre as dicas para os profissionais que estão entrando na rede, Rawicz afirma que é importante perguntar para a organização se a pessoa pode entrar ali com o título profissional.

De acordo com a Rawicz, a decisão de entrar com seu perfil na rede social em nome da Audi, já que o Clubhouse não permite ainda perfis institucionais, foi para testar e experimentar a rede.

“Eu achei o Clubhouse interessante porque ali tinha um público qualificado, potenciais clientes para a Audi. Ali, discutimos questões além da marca, mas conseguimos até gerar interesse de um dos participantes em fazer um teste-drive com um caro”

Apesar do entusiasmo e de confirmar que a Audi seguirá com novas salas, Rawicz admite que o formato foi beta. Ele destaca também que as pessoas que entrarem ali em nome de suas empresas ou marcas devem estar treinadas para representá-las. Há que se atentar para a responsabilidade de entrar ali como porta-voz.

Pioneirismo ou cautela?

Uma encruzilhada que algumas marcas podem se ver, e que explica por que a maioria ainda não entrou no aplicativo, é a oposição entre já entrar no Clubhouse para ser pioneiro ou fazer a entrada com algum planejamento, ou até esperar que a rede crie políticas e possibilite perfis institucionais.

“As marcas estão tateando ainda, e isso é aos poucos. Estão aprendendo, vendo o que funciona e o que funciona. Ao mesmo tempo, tem a questão do ineditismo e do pioneirismo. A plataforma é muito barata e fácil. Não demanda pré-produção, câmera. Outro ponto legal é que as conversas são nichadas”, explica o professor de marketing do Insper e da PUC-RS Renato Mendes.

Sem filtro

Apesar de ter a opção de salas em que só pessoas definidas podem falar, o Clubhouse acaba sendo uma rede social sem filtros quando alguém “levanta a mão” e é autorizado a falar. Isso pode ser um problema para empresas mais sensíveis à exposição;

“O marketing costuma não gostar de surpresas. Entrar no Clubhouse envolve aceitar que isso envolve riscos”, opina Renato Mendes.

Para o diretor de comunicação da Audi, as empresas têm que entender essa vulnerabilidade de forma natural e lidar com com algum comentário negativo que possa vocalizado da mesma forma que elas lidaram se ele fosse escrito.

Antes de entrar no Clubhouse, o professor Mendes destaca alguns pontos de reflexão para os profissionais de marketing.

Primeiro, é necessário se familiarizar com a rede, entendendo a etiqueta dela e como funciona.

Em segundo lugar, é verificar se há indícios de que seu público está ali dentro. Na visão do professor Renato Mendes, a rede social parece ser frequentada por pessoas mais velhas. Como o aplicativo é exclusivo para iPhones, há também um corte de renda.

Em terceiro, também é importante checar qual tema se quer abordar e como explorar a audiência para isso.

Topo, meio ou fundo de funil?

No marketing, os canais e os conteúdos podem ser classificados conforme o seu propósito na jornada de compra do consumidor. Lives no Youtube e postagens em blogs sobre assuntos genéricos, não necessariamente ligados à marca, são o topo do funil, que atraem pessoas por aquele tema, e não necessariamente pelo seu produto.

O Clubhouse tem uma vocação para essa posição de topo de funil, segundo o professor Renato Mendes. É um lugar para criar reforço de marca, com o chamado “awareness”. Ali, uma possível conversão é mais difícil.

Os indicadores (ou KPIs) que as marcas devem ficar atentas nesses casos são a quantidade de pessoas impactadas.

Apesar de reconhecer que a vocação do Clubhouse é de topo de funil, o diretor de comunicação da Audi vê a possibilidade de explorar as outras etapas também: a do meio e a do fundo do funil.

“Você pode usar o Clubhouse para qualquer etapa. No topo do funil, você pode usar discussões genéricas, como a era dos carros elétricos. Já na próxima etapa, de consideração, poderíamos criar uma sala falando sobre um produto específico, como o novo Audi A4″.

E o futuro?

A pergunta que fica é se a rede social conseguirá manter o apelo depois do frenesi inicial, causado principalmente pela entrada de personalidades como Elon Musk.

Como a rede é exclusiva para o sistema operacional iOS, da Apple, ainda pode ter um forte crescimento de público se decidir funcionar nos sistemas Android.

Independentemente se ela veio para ficar ou não, as marcas devem começar a entrar nela mais fortemente nas próximas semanas, segundo Renato Mendes, que já foi procurado por empresas para prestar assessoria.

As lições que ficaram para a Audi, após a primeira experiência, foram positivas. Segundo Cláudio, ele viu que é possível utilizar aquele canal como ferramenta de marketing. Além da Audi, outras marcas brasileiras que já estão tateando a rede social são a Nestlé e a corretora Genial Investimentos.

A Diageo, que produz bebidas como o Whisky Johnnie Walker, estreia no aplicativo nesta sexta-feira.

Assim como a maioria das outras marcas, ela entra no Clubhouse sem um perfil institucional, mas utilizando pessoas para iniciar uma discussão sobre diversos assuntos como sustentabilidade, diversidade, o papel da inteligência artificial e o consumo responsável de bebidas alcóolicas. Vão participar da sala Astrid Fontenelle, João Vicente de Castro e executivos da empresa.

Fonte: Exame

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E-commerce brasileiro cresceu 75% em 2020, indica Mastercard SpendingPulse

As vendas do e-commerce brasileiro durante o ano de 2020 — de janeiro a dezembro — cresceram 75% em comparação com o mesmo período de 2019, segundo o Mastercard SpendingPulse. O índice mede os gastos dos consumidores em todos os tipos de pagamento, incluindo dinheiro e cheque.

Impulsionado pelo distanciamento social, que teve início no Brasil em março de 2020, e os novos protocolos de saúde da OMS, os setores que mais se destacaram no comparativo ano a ano foram: hobby & livrarias, com um crescimento de 110%, e o de drogaria, com alta de 88,7%.

“Sabemos que esse crescimento exponencial do e-commerce foi intensamente acelerado pelo distanciamento social que vivemos em 2020 e a contínua necessidade do consumidor em comprar mesmo sem sair de casa”, afirma João Pedro Paro Neto, presidente da Mastercard no Brasil e ConeSul.

“À medida que a realidade da pandemia e as novas preocupações com higiene entraram na vida do consumidor, as compras online se tornaram um modo de vida para quase tudo.”, completa o executivo.

Já o varejo físico brasileiro registrou expansão de 0,2% no ano de 2020 em comparação com 2019 — um número pequeno, mas positivo e que demonstra um crescimento importante para setor.

Fonte: E-commerce Brasil