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Os desafios do AliExpress para vender fora da China.

Quem acessa o site do AliExpress muitas vezes não se dá conta da dimensão que tomou o marketplace – que é um braço de exportação da gigante chinesa Alibaba.

Atualmente, o e-commerce tem cerca de 50 milhões de produtos disponíveis em 110 mil lojas diferentes, todas vendendo por meio da plataforma do AliExpress. Ao todo, são comercializados itens em 20 idiomas, transações podem ser feitas em 18 moedas e entrega é realizada em 207 países.

O Alibaba espera que, em dez anos, 40% da sua receita venha de fora da China.

Tamanha operação, entretanto, demanda muita inteligência de mercado. Segundo Guo Dongbai, CTO da empresa, mais do que as respostas, o que importa são as perguntas certas. “Quando você passa a trabalhar globalmente, como gerenciar diversos servidores em países diferentes? Como você lida com as taxas, os diferentes tipos de riscos de segurança?”, questionou, durante o Fórum E-Commerce Brasil 2018.

De acordo com o executivo, o AliExpress passou a usar big data para entender o comportamento dos consumidores em tantos países e cruzar as informações para ser mais assertivo.

Para se ter uma ideia, a empresa tem registradas em seu sistema 9,5 mil marcas, 507 sistemas operacionais rodando ao mesmo tempo em mais de 39 mil modelos de aparelhos diferentes, com 836 resoluções de tela distintas entre si.

Big Data

Big Data

Esse é o nível de detalhamento.

Assim, o marketplace sabe de onde exatamente chegam os acessos, de onde vem o dinheiro e quais áreas precisam de mais investimento, por exemplo, já que é possível descobrir, com profundidade, o que acontece no site em cada passo dos usuários.

“É preciso inovar onde faz mais sentido. Caso contrário, você investe nos lugares errados [e gasta dinheiro à toa]”, cravou Dongbai.

Um exemplo interessante, de acordo com ele, ocorre quando se cruzam dados de compras no Brasil, Rússia, Espanha e Estados Unidos.

De maneira geral, a exposição de produtos ocorre de forma similar em todos esses países. Nas demais etapas – cliques e checkout -, porém, o comportamento passa a ficar cada vez mais específico por região.

Por isso, uma operação global precisa trabalhar com segmentação de dados. “A gente precisa não só ter os dados, mas usá-los de maneira completa”, afirmou.

Parceiros locais

Apesar do tamanho sem precedentes, o AliExpress ainda tem seus desafios. Os principais dizem respeito justamente às peculiaridades regionais.

Isso porque o e-commerce não tem condições de contratar engenheiros e equipes especializadas para todos os países onde atua. Dessa forma, a intenção da empresa é fazer parcerias com operações locais.

“Eles [fornecedores locais] conhecem os consumidores, [sabem] que tipo de promoção vai fazer as pessoas clicarem mais em um anúncio. Nós não conhecemos o customer service em Brasil, então, precisamos de um parceiro aqui”, exemplificou Guo Dongbai.

De acordo com ele, o Brasil está no radar dos chineses. “Nós pensamos em trazer uma melhor experiência no Brasil. Estamos em contato com operadores locais, mas isso é ainda algo que estamos estudando”, finalizou.

Fonte: Ecommerce Brasil.