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Os brasileiros e o esporte: como as pessoas estão se exercitando e consumindo conteúdo esportivo no país?

A pandemia e o distanciamento social transformaram as salas de estar do mundo todo em arenas e estádios. Diretamente do sofá, as pessoas acompanharam partidas, reviram os melhores momentos de seus ídolos e muitas vezes se sentiram mais próximas deles. A COVID-19 mudou os hábitos e o consumo de todos. No mundo dos esportes não foi diferente.

Agora, com novas tendências consolidadas, como as pessoas estão vendo esportes ou fazendo exercício? A pesquisa “Google Sports Study: os brasileiros e o esporte” reuniu dados e insights elencando 4 tendências macro dentro do tema. Acompanhe.

1. Novas atividades que representam novas oportunidades

Sim, o futebol continua sendo a paixão nacional. Ele surge como esporte preferido de 70% dos brasileiros1. Mas, com mais acesso a conteúdo, as pessoas passaram a acompanhar outras práticas esportivas, como o basquete, a terceira modalidade mais acompanhada na mídia, que também cresce 13pp na preferência dos brasileiros2.

Outro dado curioso é que, mesmo em tempos de pandemia, o brasileiro está mais plural na hora de se exercitar. Caminhada, futebol, corrida, musculação e ciclismo são algumas das atividades preferidas.

Os brasileiros e o esporte: como as pessoas estão se exercitando e consumindo conteúdo esportivo no país?

Para além da TV, as pessoas estão acompanhando cada vez mais esportes no YouTube: os usuários de Youtube são mais interessados em esportes que a média. No caso do basquete, por exemplo, esse interesse é 42% acima da média3. Não à toa, LeBron James teve praticamente o mesmo volume de buscas que Gabigol nos últimos meses no Brasil, enquanto as buscas pela modalidade cresceram 89% no país4.

Os brasileiros e o esporte: como as pessoas estão se exercitando e consumindo conteúdo esportivo no país?

Quanto mais consumidores entram no universo dos esportes, mais as marcas ganham uma oportunidade de conectar pessoas ao universo das modalidades esportivas — e também dos seus ídolos. Se a TV foi fundamental para vender o estilo de esportistas como Michael Jordan nos anos 1980, hoje a internet nos aproxima ainda mais desses ídolos.

A moda, por exemplo, é um segmento que vem sendo influenciado nesse processo. Estilo, conforto e tecnologia dos materiais esportivos são elementos levados para o dia a dia e se tornam tendências, construindo um novo estilo: o athleisure.

Os brasileiros e o esporte: como as pessoas estão se exercitando e consumindo conteúdo esportivo no país?

2. Esporte e bem-estar

Durante a pandemia, mais do que perder alguns quilos ou correr atrás da barriga sarada, o “estar bem” se tornou fator de máxima importância na vida das pessoas. Por isso também houve um crescente interesse por outras atividades físicas, como a yoga, por exemplo.

Os brasileiros e o esporte: como as pessoas estão se exercitando e consumindo conteúdo esportivo no país?

Mesmo buscando nos esportes formas de se manter saudável e relaxar, a rotina esportiva só é uma constante para 19% dos brasileiros5. É nesse cenário que 2 em cada 3 brasileiros dizem estar insatisfeitos com sua prática de exercício atual6. Como melhorar? Com a alta procura por exercício físico em casa, as marcas procuram se adaptar, oferecendo serviços e equipamentos multifuncionais e compactos que atendam essa nova necessidade.

Os brasileiros e o esporte: como as pessoas estão se exercitando e consumindo conteúdo esportivo no país?

A maioria dos brasileiros que se exercitam em casa fazem isso sozinhos, sem auxílio de um treinador. É nesse contexto que os vídeos de profissionais no YouTube fazem o papel de orientar essa turma.

Os brasileiros e o esporte: como as pessoas estão se exercitando e consumindo conteúdo esportivo no país?

Indo além da academia em casa, com a flexibilização, muita gente foi para a rua justamente para se exercitar. E na vida outdoor, surf e skate têm se destacado nos últimos anos.

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3. Futebol além do campo

Apesar das novas modalidades esportivas que geram interesse nos brasileiros, ou mesmo da onda de wellness em torno dos exercícios, o futebol continua soberano quando o assunto é o esporte mais consumido no Brasil. Modalidade altamente afetada durante o período mais crítico da pandemia, o futebol retoma com a força de antes e os fãs do esporte vão além de acompanhar as partidas.

Os brasileiros e o esporte: como as pessoas estão se exercitando e consumindo conteúdo esportivo no país?

A interação vai além dos 90 minutos da partida: as pessoas têm buscado conteúdo cada vez mais variado relacionado ao futebol. Cruzando as buscas no Google por futebol com os horários de jogos ao vivo, percebemos que 45% das buscas acontecem durante os jogos e 40% da procura depois que ele termina7. Ou seja: a interação continua, principalmente com os torcedores buscando por análises e melhores momentos. Não à toa, em 2020 os jogadores foram o foco de interesse, com um aumento de 11 pontos percentuais no share das buscas por futebol8.

Os brasileiros e o esporte: como as pessoas estão se exercitando e consumindo conteúdo esportivo no país?

4. Sportainment

Seja o futebol, sejam outras modalidades, 50% dos brasileiros dizem ter alto interesse em acompanhar conteúdo esportivo.9 A TV já foi o principal canal para se manter informado sobre o tema. Mas, com um consumo de conteúdo menos concentrado em um só veículo, as plataformas online têm se tornado cada vez mais relevantes se comparadas aos meios tradicionais.

Essa tendência de consumo pulverizado de conteúdo favorece diretamente o sportainment, união entre esporte e entretenimento, criando um novo meio de campo para o marketing esportivo.

Os usuários de YouTube, por exemplo, acompanham mais esportes que a média dos brasileiros, assim como também são mais praticantes de esportes que a média nacional. O consumo de conteúdo esportivo na plataforma sem um primetime determinado ganha um caráter mais descompromissado, dando lugar aos conteúdos nostálgicos, divertidos, curiosos, além, é claro, dos conteúdos ao vivo. É na plataforma que os brasileiros encontram sua dose diária de entretenimento, assistindo a vídeos de esporte para relaxar.

Os brasileiros e o esporte: como as pessoas estão se exercitando e consumindo conteúdo esportivo no país?

O conteúdo nativo do YouTube, feito de “de fã para fã”, tem estabelecido uma conexão real com os espectadores. A aposta no sportainment, mais especificamente, dá lugar a muitas formas de se consumir conteúdo — aproximando consumidores de seus esportes e ídolos.

Como as marcas podem jogar esse jogo?

O ecossistema da produção e do consumo de conteúdo sobre esportes está mudando, e existem diferentes formas de as marcas interagirem com os consumidores. Pense em alguém que decidiu correr na rua. Que tênis comprar? Qual a melhor roupa para o treino? Por onde começar a corrida?

Os brasileiros e o esporte: como as pessoas estão se exercitando e consumindo conteúdo esportivo no país?

De uma busca no Google Shopping para a comparação de preços a vídeos tutoriais de corrida no YouTube, as pessoas estão em busca de respostas sob medida. E como os esportes também são um reflexo do momento em que vivemos, vale lembrar da necessidade de humanizar as relações e agir de acordo com o contexto: com histórias relevantes e que inspirem, principalmente em uma jornada de compra que não é nem um pouco linear. Nessa esteira, as plataformas Google estão no centro dessa mudança e procuram facilitar essa conexão.

Fonte: Think with Google

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Impulsionado pela quarentena, e-commerce brasileiro cresce 132,8% em maio

Apesar de a pandemia do novo coronavírus ter afetado as mais diversas empresas e segmentos, o setor de e-commerce é um dos poucos que se salvam em meio à crise. Segundo uma pesquisa da Compre & Confie, o número de pedidos online durante o mês de maio cresceu 132,8%, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O levantamento mostrou que, entre 1º de maio e 24 de maio deste ano, o número de pedidos feitos pela internet no país somaram 23,8 milhões, totalizando um faturamento aproximado de R$ 9,4 bilhões – o que representa um aumento de 126,9% no total arrecadado com as vendas do e-commerce nacional em comparação com o mesmo período de 2019.

No entanto, se o volume total de compras apresentou uma grande melhora, o valor gasto em cada compra diminuiu. Em maio, o tíquete médio das compras teve uma leve retração de 2,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. O relatório aponta que, em média, o montante gasto ficou em torno de R$ 393,40.

O estudo da Compre & Confie considera dados factuais de vendas recebidos em tempo real de cerca de 90% do varejo de bens de consumo do e-commerce brasileiro – com exceção do Mercado Livre. Lojas como Magazine Luiza, Casas Bahia, Pontofrio, Extra e outras centenas de varejistas fazem parte do balanço.

A plataforma recebe os dados detalhados de todos os pedidos e produtos comprados diretamente dos sistemas de vendas das lojas.

Gift Cards no e-commerce

No relatório, ainda há dados sobre as categorias que apresentaram o maior crescimento em pedidos. Os gift cards lideram a lista com uma alta de 1.041% nas vendas em maio.

Gift Card (cartão presente, na tradução literal) é um cartão pré-pago que pode ser utilizado para pagar produtos e serviços que aceitam esse método de pagamento.

Outro segmento de produtos que apresentou crescimento considerável durante a pandemia foi o de alimentos e bebidas. A variação positiva em pedidos para essa categoria foi de 339%.

Em um intervalo de 90 dias, do dia 24 de fevereiro até o dia 24 de maio, ainda é possível identificar um aumento considerável no volume de pedidos e no faturamento do e-commerce, ainda que o avanço seja um pouco mais tímido do que o registrado em maio.

Durante esses três meses, a pesquisa da Compre & Confie contabilizou 68,9 milhões de pedidos online – alta de 82,1% em relação ao mesmo período de 2019 – e um faturamento 71% maior, chegando aos R$ 27,3 bilhões.

No dia 24 de fevereiro, data em que começa a amostra, o Brasil ainda não tinha nenhum caso confirmado de coronavírus. A comparação permite concluir que o isolamento foi fundamental para o crescimento mais acentuado em maio.

Fonte: InfoMoney