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Growth Hacking: saiba o que é e como aplicá-lo

Quem trabalha com gerenciamento de empresas já deve ter ouvido falar no Growth Hacking

O termo é usado para referir-se a uma estratégia que visa o crescimento dos negócios como um todo e, recentemente, vem sendo muito usado para as ações de marketing.

O artigo de hoje vai tratar mais sobre o que é o Growth Hacking e como aplicá-lo no seu negócio. Continue lendo!

O que é o Growth Hacking?

O termo Growth Hacking foi usado pela primeira vez por Sean Ellis, CEO da Growth Hackers, para tratar de uma estratégia de marketing voltada a experimentos. 

Ou seja, a intenção é encontrar oportunidades e desenvolver ações em prol do crescimento da empresa.

Por exemplo, ao propor a elaboração de um calendário com espaço para escrever como produto publicitário, a estratégia de Growth Hacking deve avaliar o impacto da iniciativa e como ela pode ajudar na ampliação das vendas.

No entanto, para conhecer a real influência da estratégia de marketing, as equipes devem realizar a identificação dos pontos críticos das campanhas, além de descobrir brechas e oportunidades, para a produção de uma ação inteligente e direcionada.

Sendo assim, um dos principais aspectos do Growth Hacking é o uso de KPIs (Key Performance Indicators, ou indicadores-chave de performance, em tradução), que mostram o desempenho de cada material de marketing, de acordo com os objetivos.

Dessa forma, se a intenção é aumentar o tráfego orgânico de um site, por exemplo, o Growth Hacking irá transformar o KPI em experimentos, para verificar qual campanha irá contribuir para melhorar o número de visitantes na sua página.

Mas qual a diferença do Growth Hacking para as demais estratégias de marketing?

Em primeiro lugar, nem toda campanha de marketing leva em consideração os KPIs. Por exemplo, um grande painel de publicidade já é uma ação tradicional de propaganda, de difícil mensuração e, por conta disso, dificilmente se baseia em um indicador.

No entanto, o grande diferencial está na possibilidade de elaborar ações rápidas, otimizadas e de baixo custo, através de métodos experimentais que validam as hipóteses.

Quer dizer que a proposta do Growth Hacking é descobrir as oportunidades para crescer, com o menor custo possível.

Para alcançar essa meta, a estratégia trabalha com os seguintes elementos:

  • Objetivo: o que se pretende conquistar com a campanha;
  • Hipótese: o que se espera alcançar, tendo um know-how prévio;
  • Experimentos: testes realizados para comprovar a hipótese;
  • Ferramentas: recursos tecnológicos que ajudam na mensuração e implementação.

Dessa maneira, em uma campanha para elaborar flyers odontologia, por exemplo, é possível conquistar ótimos resultados e contribuir para o crescimento do negócio.

O trabalho de um Growth Hacker

O Growth Hacker é um profissional de marketing que tem uma visão estratégica da organização, pois o objetivo não é apenas faturar, mas sim, buscar o crescimento das empresas do modo mais rápido e barato.

Por esse motivo, é importante ter um perfil criativo e explorador, justamente para encontrar inúmeras possibilidades para teste e formular hipóteses. Ao mesmo tempo, o Growth Hacker precisa ser analítico, para conseguir analisar os dados de forma precisa.

Sendo assim, o profissional deve ter conhecimento acerca de metodologia de processos, análise de dados e, é claro, o comportamento do consumidor. 

Esse último aspecto é fundamental para o desenvolvimento de campanhas assertivas, visto que as pessoas interessadas em produtos naturais para emagrecer rápido, por exemplo, têm um perfil bastante específico.

Importante ressaltar que qualquer profissional pode adotar a cultura do Growth Hacking. Afinal de contas, quanto mais os trabalhadores se empenharem em prol do crescimento dos negócios, melhor será o desempenho das campanhas.

Além do mais, a estratégia não precisa ficar restrita ao departamento de marketing. 

Outros setores podem usar a metodologia, como a própria área de vendas, que pode fazer testes da aceitação de rótulos em inglês em seus produtos, por exemplo.

Como aplicar o Growth Hacking nos seus negócios?

O Growth Hacking é um processo, não apenas uma iniciativa. Por esse motivo, é importante conhecer o método a fundo, pois sem as ferramentas corretas, o seu experimento pode não ter os resultados esperados.

A seguir, confira as 4 fases principais para a implementação do Growth Hacking.

1 – Product-Market Fit

O Product-Market Fit é a base do Growth Hacking, pois ele refere-se à criação de produtos, de acordo com as preferências do público-alvo.

Por exemplo, uma auto escola com carros adaptados pode oferecer um serviço diferenciado depois de ter feito uma pesquisa de mercado e visto quais são as reais necessidades de seus clientes.

A falta dessa etapa pode prejudicar o seu negócio, pois muitos produtos são lançados em mercados errados, ou sem levar em consideração os desejos do público.

Por conta disso, aqui o foco é compreender o comportamento do consumidor para então desenvolver produtos conforme a demanda.

2 – Growth Hacks

A segunda etapa consiste na aplicação do Growth Hacking propriamente dita. Aqui, é o momento em que o time vai formular hipóteses e começar a verificar quais iniciativas podem gerar resultados mais rápidos e baratos.

Para isso, é necessário analisar o produto e, com base nos conhecimentos prévios da instituição, encontrar as vulnerabilidades e oportunidades de crescimento.

Por exemplo, um médico domicílio pode verificar o que em seu atendimento pode ser melhorado, quais serviços ele pode realizar de uma nova maneira, como é a abordagem aos pacientes, entre outros aspectos.

3 – Escala e viralização

O objetivo do Growth Hacking é gastar o mínimo possível, por isso, o ideal é fazer com que os consumidores se tornem promotores do seu negócio – e possam receber algum benefício em troca dessa divulgação.

Esta pode ser a etapa mais difícil, pois é necessário criar um relacionamento saudável e duradouro com os clientes, além de oferecer algo vantajoso em troca, para que eles possam indicar o seu produto/serviço.

Por exemplo, os estúdios de música podem fazer um clube de parceiros, oferecendo descontos para os próximos ensaios, aos clientes que já são fiéis.

4 – Otimização e retenção

Nessa etapa, a intenção é melhorar a usabilidade do seu produto ou serviço para satisfazer os interesses dos usuários. Ou seja, é o momento de consolidar a base de clientes.Caso você consiga alcançar esse processo, o seu Growth Hacking está finalizado.

Por esse motivo, a análise dos indicadores e o feedback do público são fundamentais para concretizar as campanhas. Com essas informações, os gestores de marketing podem saber se suas ações contribuíram de fato para o crescimento da empresa.

Principais estratégias de Growth Hacking para a sua empresa

Agora que você já sabe quais são as etapas do Growth Hacking, chegou o momento de aplicar a estratégia na prática. 

Abaixo, conheça algumas campanhas que são capazes de contribuir com o crescimento rápido e barato das empresas.

1 – Marketing de referência

O marketing de referência tem a intenção de fidelizar os clientes e transformá-los em promotores da marca. É o famoso “boca a boca”, quando alguém indica um produto ou serviço, porque teve uma boa experiência com o seu negócio.

A dica é combinar estratégias de fidelização com programas de benefícios, como clubes de vantagens, descontos exclusivos e parcerias com clientes fiéis.

2 – Marketing de conteúdo

O marketing de conteúdo é um velho conhecido do marketing digital, pois ele consiste na oferta de materiais informativos e relevantes, conforme os interesses do público-alvo, acompanhando o comportamento do consumidor digital.

Nesse sentido, é necessário que a empresa produza diferentes tipos de conteúdos e, desse modo, conquiste o reconhecimento e autoridade no mercado.

3 – Gatilhos mentais

Os gatilhos mentais podem ser aplicados em conjunto com o marketing de referência e o de conteúdo, pois eles têm a intenção de despertar emoções no público, fazendo com que a tomada de decisão de compra seja muito mais rápida.

Um exemplo é o princípio da escassez, quando uma empresa anuncia que aquele determinado produto irá acabar no estoque, portanto é a última oportunidade para o cliente realizar a compra.

Conclusão

O Growth Hacking é um dos métodos mais eficientes para a elaboração de campanhas estratégias em marketing digital. 

Diferentemente das iniciativas tradicionais, o grande destaque da estratégia é focar em um crescimento rápido da empresa, porém, com redução de custos. 

Dessa forma, é possível melhorar o reconhecimento da marca, bem como a lucratividade.

Para isso, o processo faz uso de diferentes ferramentas, mas também foca em propor testes com base em indicadores de performance.

O artigo de hoje buscou trazer algumas dicas de como aplicar o Growth Hacking no departamento de marketing. No entanto, vale dizer que a metodologia pode ser ampliada para diferentes setores da empresa, contribuindo, assim, para melhorar os negócios.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

Marketing Digital – uma sopa de letrinhas

Sabemos que o investimento em marketing digital é um caminho importantíssimo para todas as empresas que buscam alcançar seu público presente na web. Essa é a forma mais indicada para reduzir custos e otimizar seus resultados de investimentos em marketing.

Mas, para isso, é necessário acompanhar constantemente o desempenho de suas campanhas, as visitas a seus site e blog, as conversões de suas campanhas. É importante conhecer termos utilizados no jargão dos “marketeiros digitais”.

Nesse sentido, criei uma “sopa de letrinhas” que vai te ajudar a entender um pouco melhor conceitos e termos envolvidos no mundo do Marketing Digital.

Quais são os principais termos do  marketing digital?

Existem diversos termos relacionados ao trabalho de marketing digital que utilizamos em estratégias escolhidas no mundo digital da Internet. Iremos listar os principais, aqueles que você precisa conhecer para entender melhor como esse universo funciona:

  • KPI;
  • Métricas;
  • Impressões;
  • Cliques;
  • CTR;
  • Alcance;
  • Cookie;
  • Frequência;
  • Usuários, sessões e Pageviews;
  • Bounce Rate, páginas por visitas e duração média;
  • LEAD;
  • Conversão;
  • Taxa de conversão;
  • ROI;
  • CPA;
  • CPC;
  • CPM.

KPI

O termo KPI significa Key Performance Indicator ou Indocador-chave de Performance. Esses indicadores de marketing digital são os números que você deve acompanhar para comprovar se as estratégias adotadas estão funcionando.

Exemplos de KPIs:

  • Número de visitas no seu blog;
  • Percentual de visitantes que assinam a newsletter.

Todo o KPI é uma métrica, mas nem toda a métrica é um KPI.

Métricas

É uma medição quantitativa dos seus dados. Por exemplo a métrica Sessões é o número total de sessões de um site. A métrica Páginas/sessão é o número médio de páginas visualizadas por sessão. Observe a tabela abaixo:

Impressões

Número de vezes que um anúncio foi exibido a alguém. Também conhecido como exposições.

Cliques

Métrica que determina o número de acessos originados de uma determinada publicação.

CTR

CTR significa Click Through Rate ou Taxa de cliques. Define o percentual de impacto que um anúncio geraram em um clique. Encontramos o CTR de um anúncio através da fórmula:

Considerando que um anúncio foi exibido 1.000 vezes e recebi 5 cliques, o meu CTR será igual a 0,5%.

Muitos profissionais ainda ficam em dúvida de qual seria o valor ideal de CTR. A verdade é que isso varia muito de mercado para mercado. Mas uma média considerada razoável para o CTR é de 2%. Se tiver páginas com percentuais abaixo disso, é interessante fazer modificações que ajudem esse percentual subir.

Alcance

Medido através de cookies, mostra número de navegadores que exibiram um anúncio ou registraram um clique. Essa medida é uma estimativa, pois algumas pessoas usam mais de um navegador ou computador, e outras compartilham navegadores.

Nas redes sociais (Facebook e Instagram), alcance é o número de pessoas que viram uma publicação. Uma publicação é contabilizada como tendo alcançado alguém quando é exibida no Feed de Notícias.

Cookie

Pequenos arquivos sites salvam em seu computador quando você os visita pela primeira vez. Esses pequenos arquivos salvam informações de acesso do usuário ao site como páginas visitadas, preferências do usuário, produtos adicionados no carrinho de uma loja virtal, etc.

Uma importante função do cookie é notificar o site quando você retornar.Número médio de vezes que um único usuário visualiza ou pode visualizar seu anúncio em um determinado período.

Frequência

Número médio de vezes que um único usuário visualiza ou pode visualizar seu anúncio em um determinado período.

Usuários, Sessões e Pageviews

  • Usuários: Número de pessoas que visitaram um site no tempo definido. Também conhecido como visitantes únicos.
  • Sessões: Número total de visitas que o site recebeu no período analisado. Por padrão uma sessão dura 30 minutos sem nenhuma interação do usuário na página acessada.

Bounce Rate, páginas por visitas e duração média

  • Bounce Rate (Taxa de Rejeição): Porcentagem de pessoas que deixam o seu site após visualizarem apenas uma página.
  • Páginas por visitas: É a média do número de páginas dentro do seu site que um visitante acessa.
  • Duração média: É o tempo gasto por um visitante em seu site.

LEAD

LEAD é qualquer usuário que permite ou estabelece alguma forma de diálogo com a marca por meios digitais. Em Marketing Digital, é um potencial consumidor de uma marca que demonstrou interesse em consumir o seu produto ou serviço.

Mas como esse interesse é demonstrado?

Geralmente, isso acontece através do preenchimento de dados por parte do usuário em um formulário para receber uma oferta (material rico) ou uma assinatura de newsletter.

O lead passa a fazer parte do funil de vendas daquela empresa e é trabalhado pela equipe de marketing e vendas em esforços conjuntos no sentido do fechamento do negócio.

Com isso, lead se tornou sinônimo de qualquer visitante que informe seus contatos em troca de algum tipo de conteúdo. Lead também pode ser definido como alguém que entra em contato com a sua empresa interessado em mais informações sobre o seu produto ou serviço.

De modo simplificado, uma lead é um usuário que está ao alcance da empresa, independentemente do canal digital ao qual ele está conectado.

Conversão

Quando um usuário realiza uma ação desejada, exemplos:

  • Alguém faz uma compra em um site;
  • Alguém deixa seu telefone para contato.

Taxa de Conversão

Número médio de conversões por clique no anúncio, mostrado como uma porcentagem. Uma Taxa de Conversão – TR é calculada através da seguinte fórmula:

Exemplo: O e-commerce de Victor registrou 112 compras em julho. Qual foi a sua taxa de conversão considerando que ele teve 8.600 cliques no mesmo período?

ROI

Return On Investment (retorno sobre o investimento).  Por meio desse indicador, é possível saber quanto dinheiro a empresa está ganhando (ou perdendo) em cada investimento realizado.

Como é calculado o ROI?

O ROI pode ser calculado através da seguinte fórmula:

Exemplo:

Vamos supor que a empresa, como um todo, tenha recebido R$ 70.000,00 em vendas e que R$ 25.000,00 tenham vindo da loja virtual.

Para manter o site funcionando é preciso gastar R$ 5.000,00, enquanto a loja física precisa de 15.000,00.

Neste caso, o ROI do nosso e-commerce seria:

Em outras palavras, você teria ganho 400% de retorno, ou seja, a cada 1 real investido, você recebe R$ 4,00 de lucro.

Outra forma de calcularmos o ROI é dividir o retorno financeiro pelo valor investido: Se a loja de vestidos da Vera investir R$ 10.000
na campanha de inverno e a venda for de R$ 63.000, qual foi o ROI da campanha de Vera?

CPA

CPA significa Custo por Aquisição (conversão), ou seja, quanto uma loja investe para conseguir uma aquisição.

Utilizamos a seguinte fórmula para calcular o CPA:

Exemplo: Se a loja de vestidos da Vera investir R$ 10.000 na campanha de inverno e ela obteve 460 vendas, qual foi o CPA da campanha de Vera?

CPC

CPC é a sigla para custo por clique, uma forma de cobrança de anúncios pagos na qual o pagamento é feito pelo número de cliques realizados. Para calcular, basta dividir o total gasto pelo número de cliques recebidos pelo anúncio.

Em outras palavras, o anunciante paga pelos visitantes que vão do site em que o anúncio foi feito para o site dele.

Esse é o modelo utilizado na compra de palavras-chave do Google AdWords, por exemplo. É um formato útil para saber os resultados exatos do seu anúncio. É adequado para quem quer obter mais tráfego para o site ou blog.

Podemos calcular CPC através da fórmula:

CPM

CPM significa custo por mil impressões, é uma métrica que representa o gasto gerado a cada mil impressões do anúncio.

O CPM é utilizado em campanhas de branding, por exemplo, que têm como objetivo aumentar a consciência de marca de uma empresa ou produto. Também é uma estratégia indicada para empresas de médio e grande porte, que tenham a área de marketing bem estruturada e estratégia clara.

CPM pode ser calculado pela fórmula:

Nossa sopa de letrinhas chega ao fim. Espero que as informações descritas acima ajudem-no a compreender melhor os principais termos técnicos que são utilizados diariamente por profissionais e agência de Marketing Digital.

Deixe o seu cometário abaixo!

Um abraço e até breve…