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Conheça as principais atualizações do algoritmo do Google

As atualizações do algoritmo do Google não param. A cada ano que passa, o buscador lança uma nova tendência, que reflete na maneira em que os sites são classificados nos resultados de pesquisa (SERPs).

Com isso, quem investe em SEO (Search Engine Optimization), ou otimização para os mecanismos de busca, precisa ficar de olho em todas as mudanças, para reformular os conteúdos e, dessa forma, alcançar a tão sonhada primeira posição.

No artigo de hoje, conheça as principais atualizações do algoritmo do Google e saiba como otimizar o seu site para melhorar a classificação nas SERPs. Acompanhe a leitura!

Mas, primeiro: como funcionam os algoritmos?

O algoritmo do Google nada mais é que um conjunto de operações que define a forma como os resultados das buscas serão apresentados aos usuários.

Por exemplo, quando você faz uma pesquisa sobre reeducação alimentar para emagrecer, o Google oferece uma série de resultados. Porém, os que estão no topo da lista são os que seguiram as recomendações dos algoritmos.

Sendo assim, eles são considerados mais valiosos do que os outros sites, com um conteúdo informativo de qualidade, além de oferecer uma boa experiência ao usuário.

Em resumo, os algoritmos são responsáveis por descobrir, entender e organizar o conteúdo que irá aparecer nos resultados de pesquisas, para entregar as melhores respostas aos usuários.

9 principais atualizações do algoritmo do Google

Agora que você já entendeu como os algoritmos funcionam, é o momento de conhecer as principais atualizações do Google nos últimos anos. Dessa forma, você saberá exatamente como otimizar o seu site para melhorar a classificação.

1 – Panda (2011)

O Panda foi uma atualização lançada oficialmente em 2011, que transformou significativamente a estratégia de SEO. Com ela, mais de 12% dos resultados de busca foram afetados e milhares de sites foram rebaixados.

A principal diretriz do Panda é punir as páginas com conteúdos de baixa qualidade. Sendo assim, alguns sites tiveram que reestruturar seus materiais.

De acordo com a atualização, as páginas serão punidas em caso de:

  • Plágio (conteúdo duplicado ou copiado);
  • Produção automática de textos;
  • Pouca informação de qualidade;
  • Excesso de publicidade, ao invés de conteúdo;
  • Geração indiscriminada de backlinks.

Por isso, se uma empresa de motoboy quer começar a investir no SEO, ela precisa ficar atenta a todas as recomendações do Panda, pois essa é uma das atualizações que mais pesa na hora de classificar os conteúdos no Google.

2 – Penguin (2012)

O Penguin (ou pinguim) foi uma atualização lançada em 2012, que afetou cerca de 3% das páginas nas SERPs. 

A ideia aqui é evitar a “superotimização” dos sites, ou seja, páginas que investem pesado em SEO, mas acabam esquecendo que o usuário é quem merece destaque. Normalmente, o excesso de otimização resultava no famoso black hat (técnicas abusivas).

Diante disso, o Penguin passou a punir os sites que produziam conteúdos de baixa qualidade somente para ludibriar o algoritmo.

Como exemplo, podemos destacar os textos que somente repetiam as palavras-chave aleatoriamente. Desse modo, se o termo era contrato motoboy, por exemplo, essa mesma palavra era repetida indiscriminadamente ao longo do artigo.

Essa é uma prática de black hat, punida pelo Penguin.

3 – Hummingbird (2013)

O Hummingbird foi lançado em 2013, tendo como principal objetivo aprimorar os resultados de busca. Diferentemente das atualizações anteriores, a intenção aqui não é punir, mas sim, fazer uma classificação mais estratégica.

Com o Hummingbird, as páginas não precisavam mais conter a representação exata das palavras-chave pesquisadas pelo usuário. Sendo assim, os conteúdos poderiam ter termos variantes, o que colabora com a riqueza textual.

Dessa forma, ao invés de escrever “moto frete” em um blog post, por exemplo, é possível optar pelo conjunto “frete de moto”, que dá mais sentido e leveza ao conteúdo.

Com a ajuda de sinônimos e melhor correspondência do campo semântico, o Google era capaz de compreender o que está sendo pesquisado e, assim, entregar os melhores resultados ao usuário.

4 – Pigeon (2014)

O Pigeon é uma atualização de 2014, que aprimorou as buscas para resultados locais.

Com ela, o Google passou a classificar as pesquisas de acordo com a localização do usuário, entregando resultados de empresas, lojas e outras informações de negócios próximos.

Assim, quando o usuário busca por sala comercial compartilhada, por exemplo, o buscador irá indexar os coworkings que estão dentro da cidade ou bairro em que a pessoa está. Isso ajuda nas buscas mais específicas.

Estima-se que o Pigeon modificou a classificação de vários sites, além de melhorar o rankeamento de pequenos negócios locais.

5 – HTTP/SSL Update (2014)

Também em 2014, o Google lançou outra atualização, mas dessa vez, com foco na segurança. O HTTPS tornou-se um fator de rankeamento porque incentivou a adoção de protocolos de proteção nos sites.

Sendo assim, as páginas que possuem certificados SSL e migram para o HTTPS contam com informações criptografadas, impedindo que os dados possam ser usados por pessoas mal intencionadas, ou perdidos.

Além disso, alguns sites mais seguros, com tecnologia similar a uma catraca controle de acesso, permitindo que somente pessoas autorizadas possam verificar informações, também obtiveram melhor classificação no Google.

6 – Mobilegeddon (2015)

Já em 2015, o Google lançou o Mobilegeddon, uma atualização voltada às pesquisas em dispositivos móveis.

Com essa mudança, os sites mobile-friendly passaram a ganhar mais destaque nos resultados de busca, justamente porque permitiam o acesso através de tablets e smartphones, aparelhos em expansão nos últimos anos.

O objetivo do Mobilegeddon era melhorar a experiência dos usuários que fazem buscas por dispositivos móveis, tendo um site com design mais responsivo e maior velocidade de carregamento.

Na prática, essa atualização não causou grandes mudanças, uma vez que várias páginas já se preparavam para oferecer uma boa navegabilidade em diferentes telas.

7 – Rank Brain (2015)

Outra atualização lançada em 2015 foi o Rank Brain, como uma evolução do Hummingbird

Visto que o Google já era capaz de compreender as intenções de busca do usuário, agora o buscador também utilizaria a inteligência artificial e machine learning para a classificação.

Dessa forma, o mecanismo de busca conseguiu interpretar melhor as consultas dos usuários. Sem a ajuda de intervenção humana, o Google aprendeu automaticamente as questões de interação, para entregar resultados mais relevantes.

Nesse sentido, quando um usuário pesquisava por gravação áudio, por exemplo, o Google já sabia qual era a intenção, por exemplo, encontrar um software ou um estúdio, de acordo com as pesquisas previamente feitas e o comportamento do internauta.

8 – Fred (2017)

A atualização nomeada como Fred foi lançada em 2017, tendo como principal objetivo identificar os sites com conteúdos de baixa qualidade, com excesso de banners publicitários.

O Fred funciona basicamente como o Panda, porém, tem como foco identificar a presença de anúncios patrocinados usados indiscriminadamente nos sites.

9 – BERT (2019)

Em 2019, o Google lançou a atualização conhecida como BERT (Bidirectional Encoder Representations from Transformers). O algoritmo conta com um novo sistema de inteligência artificial, especializado no processamento de linguagem natural (NLP).

De acordo com o próprio Google, cerca de 15% das buscas realizadas diariamente são inéditas. Sendo assim, os sistemas precisam de inteligência suficiente para compreender as intenções dos usuários, mesmo que as pesquisas nunca tenham sido feitas.

Além disso, o BERT consegue identificar quando as palavras-chave são escritas incorretamente. Dessa forma, se alguém busca por “aluguel de endereço fiscal”, mas escreve algo errado, o algoritmo é capaz de fazer essa diferenciação.

Em suma, o BERT consegue compreender o contexto geral das buscas, tendo como base uma análise dos termos que compõem a pesquisa, os significados, o contexto e a relação entre as palavras.

Com essa atualização, a indexação do Google não fica travada em palavras-chave específicas, já que o buscador entende frases completas, mesmo quando são escritas de modo informal.

Conclusão

Ter uma boa classificação no Google não é uma tarefa simples. Afinal de contas, é preciso considerar uma série de aspectos na hora de produzir o conteúdo e, além disso, levar em consideração os algoritmos envolvidos no buscador.

Em conjunto, o Google está em constante mudança, sempre lançando novas atualizações para melhorar a classificação das páginas. Como consequência, o SEO é afetado e vários sites precisam renovar seus materiais para manter o bom rankeamento.

O artigo de hoje buscou trazer algumas das principais atualizações do algoritmo do Google, destacando as mudanças que afetaram diretamente o SEO. 

Ao conhecer todas elas, é possível produzir conteúdos mais direcionados, tendo em vista não só as exigências do buscador, mas também as intenções de busca do usuário.

Assim, você irá conseguir alcançar a tão sonhada primeira posição no Google!

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

 

Como funciona o algoritmo de ranqueamento do Facebook hoje

No dia 11 de janeiro deste ano, Mark Zuckerberg, fundador e CEO do Facebook, fez um post na rede social dizendo que seu algoritmo de rankeamento iria mudar. O foco dessa mudança, segundo ele, era “garantir que o tempo que nós passamos no Facebook é um tempo bem gasto”.

Na prática, o que muda é o algoritmo da rede social, que agora tem o propósito divulgado de oferecer às pessoas “mais oportunidades de interagir com quem se importam”.

Mais especificamente, o Facebook afirmou que, além de reações, comentários e compartilhamentos, levaria em conta também posts que geram conversas e o que chamam de “interações significativas” entre pessoas.

Isso significa mostrar menos vídeos virais, que são consumidos de maneira passiva, e de forma geral reduzir em 50 milhões de horas o tempo gasto diariamente por todos os usuários (5% do total).

Há embasamento social e científico para esta decisão. Existem, por exemplo, estudos que mostram uma relação entre o uso excessivo de redes sociais e transtornos mentais como depressão. Entre adolescentes, também há indícios de que o uso excessivo dos celulares (pelo qual as redes sociais podem ser responsáveis) pode aumentar a probabilidade de que eles desenvolvam transtornos psicológicos.

“Ao focarmos nas conexões que importam, nossa comunidade e nosso negócio estarão mais fortes no longo prazo”, continuou Zuckerberg.

Por que o Facebook mudou o algoritmo?

Segundo um porta-voz do Facebook, essa alteração foi feita com base na opinião dos usuários. “Pedimos para milhões de pessoas avaliarem suas experiências e elas nos disseram que gostariam de ver mais publicações de amigos”, disse.

Além disso, continua, “estudos acadêmicos mostram que, quando usamos redes sociais para nos conectar com pessoas de que gostamos, isso pode ser bom para o nosso bem-estar”.

Há outros motivos possíveis. O jornal The Guardian especula, por exemplo, que essa mudança seja uma maneira de se afastar da publicidade negativa causada pela atuação da rede social nas eleições de 2016 nos Estados Unidos e no Brexit.

Afinal, se a rede social só mostrasse posts de amigos, ela dificilmente poderia ser acusada de disseminar “fake news”. (Na época do anúncio da mudança, a crise causada pela Cambridge Analytica ainda não havia estourado.)

Fora isso, continua o jornal, o Facebook vem notando há bastante tempo uma queda no compartilhamento orgânico entre seus usuários. Ou seja: as pessoas não estão mais postando tantas coisas sobre suas vidas pessoais na plataforma.

Se sentirem que esse tipo de post tem bastante alcance entre seus contatos, no entanto, e se virem seus amigos e parentes compartilhando esse tipo de conteúdo, a chance de que façam o mesmo aumenta.

O que muda no algoritmo de ranqueamento do Facebook?

Se você usa o Facebook apenas para postar fotos, ver o que seus amigos estão fazendo e passar o tempo, deve ter notado uma mudança positiva nos últimos meses.

Como o Hootsuite explica, o novo algoritmo “vai te mostrar mais fotos do cachorro que seu tio tem e menos listas do BuzzFeed”. É um exemplo simples, mas que ilustra que a rede social passará a privilegiar seus amigos – sua rede de fato – no seu feed.

Algo em que essas pessoas tenham postado ou comentado (especialmente se marcarem outros amigos seus) será preferido pelo algoritmo. “Vamos prever em que posts você gostaria de interagir com seus amigos e eles estarão mais alto no feed”, explica Adam Mosseri, chefe da área de Feed de Notícias do Facebook.

Naturalmente, há algo do outro lado dessa decisão. Se você gerencia uma página, deve ter notado que o alcance dos posts dela vem caindo – e essa tendência deve se fortalecer. “Posts de amigos e famílias terão uma prioridade maior do que conteúdo público”, afirma Mosseri.

E agora, o que fazer para ranquear no Facebook?

Caso tenha notado essa queda no alcance dos posts da sua página, não se desespere: a rede social explica que conteúdos que inspirem as conversas significativas que ela quer terão destaque no feed.

Em outras palavras, é hora de deixar os clickbaits de lado e trocar de estratégia. A ideia é que os criadores de conteúdo busquem dar aos posts um viés que inspire debates interessantes e estimule os leitores a se engajarem.

Há algumas sugestões do Hootsuite que você pode seguir:

  • Inclua perguntas em seus posts: incite leitores a usar as informações fornecidas para gerar uma boa discussão
  • Entre na conversa: crie posts relacionados a assuntos do momento sobre os quais seus leitores provavelmente terão uma opinião a acrescentar

O próprio Facebook dá outras dicas:

  • Em média, os vídeos ao vivo recebem seis vezes mais interações do que os vídeos normais. Cogite essa opção
  • Em páginas de grupos, as pessoas interagem mais com conteúdo público, como notícias
  • Páginas de negócios locais se conectam com suas comunidades ao postar updates relevantes e criar eventos

Nesse cenário, pode ser tentador usar técnicas simplórias para aumentar os números de engajamento, como escrever algo do tipo “Comente se você também adora gatinhos!” em um vídeo sobre animais de estimação. (No Facebook, isto é conhecido como engagement baiting e é algo penalizado.) Resista.

A tendência é que as páginas que empregarem a estratégia oposta saiam na frente no longo prazo. Como a rede social está privilegiando interações significativas nos feeds, criadores que conseguirem fidelizar e cativar seu público serão beneficiados.

Como aponta o TechCrunch, uma publicação especializada em tecnologia, “o público sempre deseja (mais) conteúdo de seus veículos favoritos e das marcas em que confia”.

Por fim, há uma dose de realismo que precisa ser trazida à mesa: para criadores de conteúdo que dependem muito da rede social para trazer sua audiência, vale a pena repensar o orçamento de publicidade e analisar as métricas com cuidado.

Se o Facebook é um driver de audiência muito importante para você, patrocinar alguns posts pode acabar sendo um investimento rentável. Mas se o custo de posts patrocinados estiver alto demais para o retorno que dão – e isso vai ficar cada vez mais evidente nos próximos meses –, pode ser hora de pensar em outra estratégia.

Fonte: Udacity Brasil